quarta-feira, 16 de agosto de 2017

LUZES ESPIRITUAIS


LUZES ESPIRITUAIS
  (Nilton Bustamante por desdobramento de alma)

Adormeço, alguém me leva para uma andança maior. Eu percebo a companhia, mas não vejo quem me ciceroneia pelo espaço. Estamos no mundo Espiritual.

Momentos assim fica realmente difícil traduzir a emoção ou fazer qualquer tipo de comparação; pois, em quase tudo toma-se uma dimensão diferente, em que nós, os encarnados, não estamos acostumados ou desacostumados.

Chegamos em um local que parece uma praia, mas sem mar. É bem escuro. Não sei como, enxergo tudo, ou pelo menos o necessário.

Estamos do lado em que o sol não chega com seus raios, imagino.

Uma força me faz olhar para o alto. O céu é gigantesco, transformador de qualquer opinião em que eu tenha a respeito de céu, noites e estrelados. É de uma nitidez, de uma qualidade de visão de tirar o “ar”. Estou fascinado. Percebo, em questão de segundos, aquela “tela” mais que gigantesca, descomunal, universal, começa a tomar uma outra forma. Parece uma grande sessão a la planetário de observação e estudos os quais encontramos em algumas das principais megalópoles.


Um grande e desconcertante plano mostra o globo terrestre em blocos lado a lado, mapa-múndi, toma forma nesse céu profundo.

Podemos ver todo o planeta Terra bem diante dos nossos olhos. Ao mesmo tempo que, pela lógica humana, não seria possível tal visão aos olhos dos homens. Dá-se para ver todos os continentes e suas luzes na grande noite. Meus olhares percorrem cada trecho, extasiado. Percebo que as luzes estão por todos os continentes, no entanto em menor intensidade na Ásia, Europa, E.U.A., e, com muitíssima densidade e força na América do Sul, sobretudo na área do Brasil. Fico por um instante confuso, pois o maior progresso tecnológico corresponde a esses lugares e dessas grandes potencias. Imediatamente, uma onda mental adentra em minha mente e responde-me: “Não são luzes elétricas, são espirituais!”. Nisso, meu peito estufa-se de satisfação, sendo eu brasileiro...  ou devo constatar que realmente há uma atenção maior da Espiritualidade para as transformações no continente Sul Americano e, por alguma outra razão, com destaque na pátria brasileira. Lembrei-me de Chico Xavier e do livro “Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho” (pelo Espírito de Humberto de Campos), em que se relata de forma muito didática, histórica inclusive, a planificação do que viria ser o Brasil, mas antes, muito antes, por Jesus Cristo e a Espiritualidade Maior.

As luzes são muito consistentes, não perdem a intensidade.

Firmo minha visão com maior força. Algo incrível começa acontecer: meus olhos parecem lentes de satélites. É como aqueles documentários sobre “satélite espião” em que vai-se apurando o foco e consegue observar a figura de um homem lendo jornal no banco da praça; e mais, dá-se para ler o que está escrito no jornal. Sim, é mesmo assim. O foco de minha visão vai avançando de forma instantânea, imediata, e foco um homem, em tudo que ele faz. Consigo observá-lo por todos os ângulos que eu desejo. Por cima, por baixo, dos lados. Consigo entrar dentro dos olhos dele. Levo um susto. E se ele também estiver me vendo, ou se importunar?, ... a privacidade, enfim. Com esse desencontro mental, perco o foco do homem. E penso: “como posso vê-lo, especificamente, nesse turbilhão de acontecimentos e vidas planetárias?”

Empolgo-me, levo meu pensamento a quem está do meu lado, esse ser invisível: "Estou empolgado com esse céu planetário, com essa possibilidade". Feito um relâmpago, ele me faz virar e observar o que ele está fazendo. Ele, mentalmente, sem traços de surpresas, expõe: “O que você está vendo é apenas imagem refletida. É ação de um espelho...”. Não sei como, mas esse ser espiritual começa a comandar e movimentar algo, um aparelho talvez que não é desse meu mundo, claro, tanto que nunca vi nada parecido nem em filmes ou livros de ficção, e, lentamente, vejo os movimentos de imagens e espelho conjugando o cenário. A lógica ali não é humana. Mas, como pode algo tão gigantesco, tão nítido, tão grandioso?

Retorno em menos de um piscar de olhos ao meu corpo material. Desperto. Ainda o êxtase das imagens e da experiência... Faço a prece matinal, fica em mim que a Espiritualidade está levando espíritos encarnados tomarem ciência dos cuidados em que está tomando o Mundo Maior em favor da humanidade terrestre. Todas as transformações quando acontecem sempre há transtornos e confusões; onde o velho tem que dar lugar ao novo. E é assim o estágio acelerado em que o planeta está passando, sobretudo esse continente brasileiro.


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terça-feira, 15 de agosto de 2017

BOM DIA, AMOR MEU


BOM DIA, AMOR MEU Nilton Bustamante Bom dia, querida minha. Tenhas, então, meu coração que é sempre quente a te cobrir na imensidão da vida para não te sentires nem com frio nem triste solidão. Tenhas tudo de mim, amada minha, pois que é meu de melhor tem por glória a te servir nos difíceis pedidos aos mais simples sonhos teus. Bom dia, bom dia, amor meu! ______________________________ Gisela João - Meu Amigo Está Longe https://www.youtube.com/watch?v=KntKPfAq3j0 .

PARA NÃO ESQUECER DE VOLTAR



PARA NÃO ESQUECER DE VOLTAR
autor: Nilton Bustamante
Ah, sim, portuguesa guitarra,
Joia rara, pular e beliscar das cordas,
Trás sentida cantiga, a deixar o coração
Como se houvera partido ao longe
Pra nunca mais
Nunca mais
O cantar de minha gente
Segues a trilha, desce e sobe a serra que aí é estrela
Bem perto, Trás-os-Montes plainando profundo
Os vales que encantam
Eterno suspirar
Suspirar
A emoção de minha gente
Ah, gaja gira minha,
Ponha teus brincos d’ouro!,
Colores teu corpo com roupas de festas e alegra quem chora
Quem tem saudades, quem deixa o coração no mesmo lugar
Para não esquecer de voltar
Ai, canta mais uma vez sentida cantiga!
Cantes o fado, mas que seja alegre porque já chorei lágrimas muitas
E está na hora de viver contentamento
Está na hora da guitarra cortar o meu peito e soltar todo este amor
Que guardei a tanto tanto tempo
Eu sei, teu preto não é luto, é moda,
Mas alegra este teu corpo
Que vim pra te fazer feliz, amor meu!
Que tu vejas esta casa alta de pedras a ouvir as conversas dos ventos
Há uma lareira grande
E um sofá com tramas
Para defumar nossas almas, apaziguar todas as guerras
Feito ninho a queijo e tinto vinho tingindo palavras e sorrisos de amor
Canta pra mim!, canta um fado que é a coisa mais linda
Esta invenção, esta comunhão
Que nos alegra cada vez mais a querer viver
Para não esquecer de voltar
Para não esquecer... de voltar

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José Manuel Neto . Luís Guerreiro . Ângelo Freire - guitarra portuguesa
https://www.youtube.com/watch?v=usZiQgCo8kM
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segunda-feira, 14 de agosto de 2017

“O Filme de Minha Vida”


(inspirado no) “O Filme de Minha Vida
autor: Nilton Bustamante


Cabelo qualquer jeito, desafiado pela idade, pelo vento,
Quem sabe gravata ficasse melhor, ou aquele casaco, sobretudo pelo joelho,
Chegando na estação, pouco de sol, muito de saudade,
Abrindo a janela, sem camisa, frio percorrendo pelo peito.

O cinema sem sair do lugar,
O filme em sala escura para ninguém saber o real e no que irá dar
Nem mesmo eu que estava ali, dentro de mim a névoa grossa, úmida, a bicicleta correndo correndo correndo
Mãos dadas com a sombra indo à frente querendo chegar,
Querendo ficar,
Querendo quem sabe o beijo, sentados sobre as pedras do rio
A boca que se desentende salva pelos lábios que se encontram e selam a paz, quem sabe o amor o amor amor

Música francesa
Levantando meus pés, seguindo sendo qualquer trago, qualquer fumaça
A namorada, a estrada, a chuva, o trem, a vazia mesa,
Os olhares câmera lenta sem tempo algum, cartas sem querer respostas
Tudo tudo tudo para ser apenas “o filme de minha vida”
Confundindo idas e chegadas, a mesma marca, a mesma cal,
Mesmo início para saber como será a história,,,


E o final quem abriu a própria alma, e sonhou


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Charles Aznavour Hier encore


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terça-feira, 8 de agosto de 2017

PEDRAS DOS ALTARES


PEDRAS DOS ALTARES Autor: Nilton Bustamante Meu amor, somos feitos de passado, o que se misturou e já não se sabe onde tudo começou, onde se uniu, como até aqui se chegou. Fomos levados pelas espadas, labirintos escuros dos corredores, o que se escondeu por detrás das paredes, a flor que se plantou em vaso virado pro sol sem cuidar, sem se importar... Fomos pedaços inteiros de discórdia, lágrimas que imploravam misericórdia, carinho que a boca discordava e se calava para não ceder O tempo foi construindo em nós o que havia de nossas almas para oferecer um ao outro. O que foi longe, tornou-se próximo. O que foi separação, começou a ser nos olhos o brilho da canção que não mentia, sorriso entre os dentes. O destino não teve forças nem coragem para nos abandonar. Começamos atravessar os tempos e seus portais... Meu amor, somos emaranhados de imagens novas e antigas, costumes e épocas que a ampulheta perdeu a conta. Hoje, a nossa dificuldade de se lidar um com o outro, tornou-se a menor porção, a mesma porção que já foi continente. Sim, hoje ainda habita em nós essa menor porção, guerras de minutos que já foram dos 100 anos, ainda somos franceses e ingleses que não deixaram de existir, mas é menor, muito menor que nosso Amor. Meu amor, nós somos as pedras dos altares, encostamos nossas mãos e nos reencontramos sempre levados pelo tempo. . .-----------------------------------------------------------. Jamie and Claire- I never meant to fall for you https://www.youtube.com/watch?v=DE4t3QltTC4 . .

INGLATERRA


INGLATERRA
autor: Nilton Bustamante
Inglaterra, rainha perpétua.
Estradas verdes, poeiras de séculos de histórias.
Sangue das traições ainda úmido nos castelos majestosos.
Os gemidos soletram a dor; a língua do sofrimento é entendida em qualquer parte do mundo.
Suas vertentes não entenderam o mundo.
Subjugaram o atraso com pesados sentimentos.

Seus vales são vagos, amplos, sem movimentos,
todavia seus filhos são condenados às minas de pobreza,
e os labirintos do poder – sórdidos – são frenéticos, intrépidos
e atuantes.

Seus filhos, oh! Inglaterra, ou estão no negrume da infelicidade, ou brilhando nos acessos demoníacos dos certames do mando
e obediência.

O que quer do mundo, oh! Inglaterra?

Seus reis e rainhas não a honraram devidamente.
Serão todos vassalos no reino maior.

Há canções que a salvam; há um povo triste e bêbedo; ajude-o, oh! Inglaterra, mostrando-lhe que o “fog” não poderá impedi-lo
de ver as chagas e curá-las.

Seus mitos, suas lendas, seus credos,
poderão estimular seus filhos,
mas não substituírem os trabalhadores da grande reforma,
quando não mais existirão reis e rainhas a enlamear seu manto, oh! Inglaterra, somente homens livres enchendo, suavemente,
de amor suas estradas verdes, seus vales vagos, amplos,
outrora sem movimento.

Convide para andarem, se quiserem, os escoceses,
os irlandeses, os indianos, e outros mais,
porém na condição igual de livres e irmãos,
pelos seus campos em banquetes de bons sentimentos.

Os trilhos que visavam somente levar a conquista,
agora serão substituídos pelo trilho do amor.

Espero que este dia chegue – não se importe com as críticas dos contrários – para o bem de seus filhos, para finalmente ajoelhar-me e saudá-la, oh! verdadeira rainha Inglaterra.





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Outlander - Main Title (The Skye Boat Song)
https://www.youtube.com/watch?v=IkfiDuuFKz0



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