quarta-feira, 16 de agosto de 2017

LUZES ESPIRITUAIS


LUZES ESPIRITUAIS
  (Nilton Bustamante por desdobramento de alma)

Adormeço, alguém me leva para uma andança maior. Eu percebo a companhia, mas não vejo quem me ciceroneia pelo espaço. Estamos no mundo Espiritual.

Momentos assim fica realmente difícil traduzir a emoção ou fazer qualquer tipo de comparação; pois, em quase tudo toma-se uma dimensão diferente, em que nós, os encarnados, não estamos acostumados ou desacostumados.

Chegamos em um local que parece uma praia, mas sem mar. É bem escuro. Não sei como, enxergo tudo, ou pelo menos o necessário.

Estamos do lado em que o sol não chega com seus raios, imagino.

Uma força me faz olhar para o alto. O céu é gigantesco, transformador de qualquer opinião em que eu tenha a respeito de céu, noites e estrelados. É de uma nitidez, de uma qualidade de visão de tirar o “ar”. Estou fascinado. Percebo, em questão de segundos, aquela “tela” mais que gigantesca, descomunal, universal, começa a tomar uma outra forma. Parece uma grande sessão a la planetário de observação e estudos os quais encontramos em algumas das principais megalópoles.


Um grande e desconcertante plano mostra o globo terrestre em blocos lado a lado, mapa-múndi, toma forma nesse céu profundo.

Podemos ver todo o planeta Terra bem diante dos nossos olhos. Ao mesmo tempo que, pela lógica humana, não seria possível tal visão aos olhos dos homens. Dá-se para ver todos os continentes e suas luzes na grande noite. Meus olhares percorrem cada trecho, extasiado. Percebo que as luzes estão por todos os continentes, no entanto em menor intensidade na Ásia, Europa, E.U.A., e, com muitíssima densidade e força na América do Sul, sobretudo na área do Brasil. Fico por um instante confuso, pois o maior progresso tecnológico corresponde a esses lugares e dessas grandes potencias. Imediatamente, uma onda mental adentra em minha mente e responde-me: “Não são luzes elétricas, são espirituais!”. Nisso, meu peito estufa-se de satisfação, sendo eu brasileiro...  ou devo constatar que realmente há uma atenção maior da Espiritualidade para as transformações no continente Sul Americano e, por alguma outra razão, com destaque na pátria brasileira. Lembrei-me de Chico Xavier e do livro “Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho” (pelo Espírito de Humberto de Campos), em que se relata de forma muito didática, histórica inclusive, a planificação do que viria ser o Brasil, mas antes, muito antes, por Jesus Cristo e a Espiritualidade Maior.

As luzes são muito consistentes, não perdem a intensidade.

Firmo minha visão com maior força. Algo incrível começa acontecer: meus olhos parecem lentes de satélites. É como aqueles documentários sobre “satélite espião” em que vai-se apurando o foco e consegue observar a figura de um homem lendo jornal no banco da praça; e mais, dá-se para ler o que está escrito no jornal. Sim, é mesmo assim. O foco de minha visão vai avançando de forma instantânea, imediata, e foco um homem, em tudo que ele faz. Consigo observá-lo por todos os ângulos que eu desejo. Por cima, por baixo, dos lados. Consigo entrar dentro dos olhos dele. Levo um susto. E se ele também estiver me vendo, ou se importunar?, ... a privacidade, enfim. Com esse desencontro mental, perco o foco do homem. E penso: “como posso vê-lo, especificamente, nesse turbilhão de acontecimentos e vidas planetárias?”

Empolgo-me, levo meu pensamento a quem está do meu lado, esse ser invisível: "Estou empolgado com esse céu planetário, com essa possibilidade". Feito um relâmpago, ele me faz virar e observar o que ele está fazendo. Ele, mentalmente, sem traços de surpresas, expõe: “O que você está vendo é apenas imagem refletida. É ação de um espelho...”. Não sei como, mas esse ser espiritual começa a comandar e movimentar algo, um aparelho talvez que não é desse meu mundo, claro, tanto que nunca vi nada parecido nem em filmes ou livros de ficção, e, lentamente, vejo os movimentos de imagens e espelho conjugando o cenário. A lógica ali não é humana. Mas, como pode algo tão gigantesco, tão nítido, tão grandioso?

Retorno em menos de um piscar de olhos ao meu corpo material. Desperto. Ainda o êxtase das imagens e da experiência... Faço a prece matinal, fica em mim que a Espiritualidade está levando espíritos encarnados tomarem ciência dos cuidados em que está tomando o Mundo Maior em favor da humanidade terrestre. Todas as transformações quando acontecem sempre há transtornos e confusões; onde o velho tem que dar lugar ao novo. E é assim o estágio acelerado em que o planeta está passando, sobretudo esse continente brasileiro.


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terça-feira, 15 de agosto de 2017

BOM DIA, AMOR MEU


BOM DIA, AMOR MEU Nilton Bustamante Bom dia, querida minha. Tenhas, então, meu coração que é sempre quente a te cobrir na imensidão da vida para não te sentires nem com frio nem triste solidão. Tenhas tudo de mim, amada minha, pois que é meu de melhor tem por glória a te servir nos difíceis pedidos aos mais simples sonhos teus. Bom dia, bom dia, amor meu! ______________________________ Gisela João - Meu Amigo Está Longe https://www.youtube.com/watch?v=KntKPfAq3j0 .

PARA NÃO ESQUECER DE VOLTAR



PARA NÃO ESQUECER DE VOLTAR
autor: Nilton Bustamante
Ah, sim, portuguesa guitarra,
Joia rara, pular e beliscar das cordas,
Trás sentida cantiga, a deixar o coração
Como se houvera partido ao longe
Pra nunca mais
Nunca mais
O cantar de minha gente
Segues a trilha, desce e sobe a serra que aí é estrela
Bem perto, Trás-os-Montes plainando profundo
Os vales que encantam
Eterno suspirar
Suspirar
A emoção de minha gente
Ah, gaja gira minha,
Ponha teus brincos d’ouro!,
Colores teu corpo com roupas de festas e alegra quem chora
Quem tem saudades, quem deixa o coração no mesmo lugar
Para não esquecer de voltar
Ai, canta mais uma vez sentida cantiga!
Cantes o fado, mas que seja alegre porque já chorei lágrimas muitas
E está na hora de viver contentamento
Está na hora da guitarra cortar o meu peito e soltar todo este amor
Que guardei a tanto tanto tempo
Eu sei, teu preto não é luto, é moda,
Mas alegra este teu corpo
Que vim pra te fazer feliz, amor meu!
Que tu vejas esta casa alta de pedras a ouvir as conversas dos ventos
Há uma lareira grande
E um sofá com tramas
Para defumar nossas almas, apaziguar todas as guerras
Feito ninho a queijo e tinto vinho tingindo palavras e sorrisos de amor
Canta pra mim!, canta um fado que é a coisa mais linda
Esta invenção, esta comunhão
Que nos alegra cada vez mais a querer viver
Para não esquecer de voltar
Para não esquecer... de voltar

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José Manuel Neto . Luís Guerreiro . Ângelo Freire - guitarra portuguesa
https://www.youtube.com/watch?v=usZiQgCo8kM
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segunda-feira, 14 de agosto de 2017

“O Filme de Minha Vida”


(inspirado no) “O Filme de Minha Vida
autor: Nilton Bustamante


Cabelo qualquer jeito, desafiado pela idade, pelo vento,
Quem sabe gravata ficasse melhor, ou aquele casaco, sobretudo pelo joelho,
Chegando na estação, pouco de sol, muito de saudade,
Abrindo a janela, sem camisa, frio percorrendo pelo peito.

O cinema sem sair do lugar,
O filme em sala escura para ninguém saber o real e no que irá dar
Nem mesmo eu que estava ali, dentro de mim a névoa grossa, úmida, a bicicleta correndo correndo correndo
Mãos dadas com a sombra indo à frente querendo chegar,
Querendo ficar,
Querendo quem sabe o beijo, sentados sobre as pedras do rio
A boca que se desentende salva pelos lábios que se encontram e selam a paz, quem sabe o amor o amor amor

Música francesa
Levantando meus pés, seguindo sendo qualquer trago, qualquer fumaça
A namorada, a estrada, a chuva, o trem, a vazia mesa,
Os olhares câmera lenta sem tempo algum, cartas sem querer respostas
Tudo tudo tudo para ser apenas “o filme de minha vida”
Confundindo idas e chegadas, a mesma marca, a mesma cal,
Mesmo início para saber como será a história,,,


E o final quem abriu a própria alma, e sonhou


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Charles Aznavour Hier encore


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terça-feira, 8 de agosto de 2017

PEDRAS DOS ALTARES


PEDRAS DOS ALTARES Autor: Nilton Bustamante Meu amor, somos feitos de passado, o que se misturou e já não se sabe onde tudo começou, onde se uniu, como até aqui se chegou. Fomos levados pelas espadas, labirintos escuros dos corredores, o que se escondeu por detrás das paredes, a flor que se plantou em vaso virado pro sol sem cuidar, sem se importar... Fomos pedaços inteiros de discórdia, lágrimas que imploravam misericórdia, carinho que a boca discordava e se calava para não ceder O tempo foi construindo em nós o que havia de nossas almas para oferecer um ao outro. O que foi longe, tornou-se próximo. O que foi separação, começou a ser nos olhos o brilho da canção que não mentia, sorriso entre os dentes. O destino não teve forças nem coragem para nos abandonar. Começamos atravessar os tempos e seus portais... Meu amor, somos emaranhados de imagens novas e antigas, costumes e épocas que a ampulheta perdeu a conta. Hoje, a nossa dificuldade de se lidar um com o outro, tornou-se a menor porção, a mesma porção que já foi continente. Sim, hoje ainda habita em nós essa menor porção, guerras de minutos que já foram dos 100 anos, ainda somos franceses e ingleses que não deixaram de existir, mas é menor, muito menor que nosso Amor. Meu amor, nós somos as pedras dos altares, encostamos nossas mãos e nos reencontramos sempre levados pelo tempo. . .-----------------------------------------------------------. Jamie and Claire- I never meant to fall for you https://www.youtube.com/watch?v=DE4t3QltTC4 . .

INGLATERRA


INGLATERRA
autor: Nilton Bustamante
Inglaterra, rainha perpétua.
Estradas verdes, poeiras de séculos de histórias.
Sangue das traições ainda úmido nos castelos majestosos.
Os gemidos soletram a dor; a língua do sofrimento é entendida em qualquer parte do mundo.
Suas vertentes não entenderam o mundo.
Subjugaram o atraso com pesados sentimentos.

Seus vales são vagos, amplos, sem movimentos,
todavia seus filhos são condenados às minas de pobreza,
e os labirintos do poder – sórdidos – são frenéticos, intrépidos
e atuantes.

Seus filhos, oh! Inglaterra, ou estão no negrume da infelicidade, ou brilhando nos acessos demoníacos dos certames do mando
e obediência.

O que quer do mundo, oh! Inglaterra?

Seus reis e rainhas não a honraram devidamente.
Serão todos vassalos no reino maior.

Há canções que a salvam; há um povo triste e bêbedo; ajude-o, oh! Inglaterra, mostrando-lhe que o “fog” não poderá impedi-lo
de ver as chagas e curá-las.

Seus mitos, suas lendas, seus credos,
poderão estimular seus filhos,
mas não substituírem os trabalhadores da grande reforma,
quando não mais existirão reis e rainhas a enlamear seu manto, oh! Inglaterra, somente homens livres enchendo, suavemente,
de amor suas estradas verdes, seus vales vagos, amplos,
outrora sem movimento.

Convide para andarem, se quiserem, os escoceses,
os irlandeses, os indianos, e outros mais,
porém na condição igual de livres e irmãos,
pelos seus campos em banquetes de bons sentimentos.

Os trilhos que visavam somente levar a conquista,
agora serão substituídos pelo trilho do amor.

Espero que este dia chegue – não se importe com as críticas dos contrários – para o bem de seus filhos, para finalmente ajoelhar-me e saudá-la, oh! verdadeira rainha Inglaterra.





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Outlander - Main Title (The Skye Boat Song)
https://www.youtube.com/watch?v=IkfiDuuFKz0



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domingo, 16 de julho de 2017

UM POUCO DE NÓS DOIS


UM POUCO DE NÓS DOIS

Autor: Nilton Bustamante
Pisando de botas e sapatos dentro do mar
Sem se importar com a roupa
Sem se importar com a respiração saindo pela boca
Se olhar
Enquanto as ondas se afastam, enquanto as ondas abraçam
O beijo lançado para todo o sempre
Como quem risca a areia um poema
Nada mais podendo desfazer, alterar
Nem as águas nem os ventos
Passando o que se tem que passar...
Sentados no sofá, sua cabeça em meu ombro se escorando
Deixando o sono levar qualquer preocupação
Qualquer opinião
Tudo quieto, silêncio do momento
Apenas o murmurar dos pensamentos que ficaram rondando
Para nos acordar pela manhã
Temos um pouco de tempo da eternidade
Pode dormir, meu amor
O dia logo vai clarear
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terça-feira, 11 de julho de 2017

NO OLHAR

NO OLHAR
Autor: Nilton Bustamante
chegando a madrugada
diante dos olhos que nada veem 
somente estrelas
sentindo as mãos
o que deveria despertar
sorrindo
a entender que poderia
ser algo mais que o próprio olhar
chegando mansa
diante das estrelas que vieram soltas
delicadas
o que não se deveria deixar pra depois
e eu que te queria
e hoje perdido
a disfarçar
fecho meus olhos feito madrugada
amanhecendo essa vontade
de amar
apenas madrugada
dessas que se lançam para toda vida
fazendo acreditar
que tudo ficou perdido, perdido no olhar
pra nunca mais se perder
apenas fechar os olhos
e encontrar as mesmas estrelas, a mesma madrugada
e o beijo que ficou no ar
...
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segunda-feira, 3 de julho de 2017

POETA POR UM DIA

POETA POR UM DIA
      Nilton Bustamante

Ah, felicidade, ser poeta por um dia
Mesmo não saber, mesmo sem entender
Sentir essa força, essa chama que queima doce, macio
Esse acreditar
Molhar as mãos no frio do barro
Sentir a magia,
Transformar em vida
Dar luz ao que já foi escondido
Sempre invisível aos olhos ateus

Ah, sentir poesia
Voar pontas de dedos tocando estrelas
Tingindo novos arcos-íris,
Derramando suavidade, mel
Abrindo o coração alado a novo sonho
Asas de fantasias em céus do amor

E se puderes, não caias
Nestas valas de línguas de pedra
É que o vale dos amargos e tristes

Somente solidão
Esqueceram-se do milagre do encontro
Do solo e da flor,
nas mãos que tateiam suspiros tardios

EU QUERIA TENTAR

EU QUERIA TENTAR
     Nilton Bustamante

Eu queria lembrar de minha voz
Como seriam as coisas se eu dissesse que poderia sonhar
Confiando em meu espaço
Seguindo conhecendo os riscos pelo chão
Mas, eu queria tentar
Mas, eu queria tentar
Seguindo o que vai no coração
Não posso desistir sem tentar
Esse é o momento
De minha sorte dessa vez será melhor
Eu sinto do mesmo jeito de quando conheci
Algo vindo pelo ar, chamando atenção
O mesmo céu está no meu caminho
Vou procurar meu lugar
Não posso desistir sem tentar
Não quero me acostumar
Com a vida sem amor

eu sei que tudo será diferente
Eu sei que vou encontrar eu mesmo pelo caminho


Mas, eu queria tentar
Mas, eu queria tentar

segunda-feira, 19 de junho de 2017

REDENÇÃO


REDENÇÃO
Nilton Bustamante, por desdobramento de alma (junho 17, 2017)
Direto ao assunto, na noite passada, ao adormecer, fui levado pela Espiritualidade para um lugar muito difícil, poderíamos qualifica-lo de limbo conforme nos descreve os Espíritos em literaturas espíritas.
Mostraram-me o que acontece quando um país, uma cidade, uma localidade, seja o que for do agrupamento humano ao se desestruturar moralmente. Pouco a pouco, desmoronam-se todas as suas peculiares estruturas. Eis o quadro: a moradia não vem, a atividade econômica termina falindo, fica aos pedaços, a educação é deixada para trás, a desordem social desagrega valores humanos, a vida fica sem valor algum, o emprego torna-se apenas uma teoria longínqua... E o caos é destruição, nada mais que isso, ou pior que isso, é a falência do homem em todos os sentidos. Isso acontece na vida dos homens encarnados, na vida terrestre, bem como na vida espiritual.
− Vimos, pelos noticiários, por causa da corrupção, o desalento em que se vive muitos agrupamentos sociais, muitos povos em muitas cidades e países. A corrupção acontece por causa da baixa moral em que deixamos nos levar, desvio de conduta, sucumbimento por costumes seculares, atrasados, egoístas... −
Pois bem, espiritualmente, por onde eu andava juntamente com alguns irmãos da Espiritualidade (eu não os via, mas os sentia e os ouvia mentalmente), era lugar feio, muito feio, depredado ao extremo.
Notava-se que, no passado, fora uma pequena cidade formada por uma grande empresa que faliu, com prédios, casas, edificações, que, agora, tornara-se um grande esqueleto, com seus “ossos” caídos por todos os lados... Tijolos largados por todos os lados, portas saqueadas, janelas levadas por mãos desventuradas, um grande famigerado hecatombe humana. E as pessoas foram se apresentando pelo caminho. Parecia ser um gueto, reminiscência de sobreviventes. Eu os olhava atentamente, e aos poucos foram se mostrando. A aparência nada confiável. Honestamente, colocavam-me receios. Andavam de maneira sinistra, esgueiravam-se pelos cantos, até, confiantes, tomarem conta das ruas, das vielas, de todos os cantos possíveis.
Via que, quando alguém passava, mais desatento, grupos rodeavam o incauto e cobravam qualquer coisa de valor para dar passagem...
Tentei passar despercebido, em vão. Mostraram-se à minha frente tentando me inibir. Para espanto meu, verifiquei que eram todos meninos, crianças, já com atitudes de quem está à margem da lei. Eram comandados ao longe por adultos. E, naquele lugar, lei, que lei? Eles eram rudes, tentavam me impedir, sobrepunham-se com certa agressividade. Intuíram-me, os Espíritos, para acalmar-me e tentar me “aproximar” deles, lançando sinais de paz e confiança. Com certo esforço, e várias tentativas, percebi que eles foram alterando seus humores e atitudes. Tornaram-se mais calmos. E um deles, o que antes era o mais destemido e agressivo, abriu-se em diálogo mental. Perguntei-lhe o que ele estava sentindo. Onde ele morava. Respondeu-me de maneira tal, tão sentida, tão deprimida, que meu coração balançou pelo impacto da vibração de sua fala mental: “eu moro no chão”. Pensei, o que pode alguém sentir, vivendo no chão.
Esse menino, começou a mostrar-me os arredores, o que era isso e aquilo antes de desmoronarem-se em escombros sem fim. Outras crianças vieram, acompanharam essas andanças.
Pouco a pouco, percebi as ações da Espiritualidade envolvendo todos nós. E a cada momento ficava nítido a leveza vibratória, cada vez maior daquele lugar.
Esses irmãos da Espiritualidade passaram a “conversar” com todos aqueles seres daquele lugar, recolheram em agrupamento os incontáveis irmãozinhos, ainda psicologicamente infantis, e informaram que tudo ali, daquele momento para frente iria mudar. E começaria com a formação de um grupo de escoteiros onde todos eram convidados em participar. Foi uma grande agitação e alegria entre todos. E os irmãos da Espiritualidade concentraram-se para oferecer um nome ao novo grupo. E, bem à minha frente, ao alto, vi plasmar o nome sendo formado: Grupo de Escoteiros __________ (sim, foi assim mesmo, sublinharam o vazio para advir o nome; e materializou-se em cima da lacuna a palavra... REDENÇÃO).
Assim, que plasmaram o nome REDENÇÃO, voltei ao meu corpo físico mais rápido que todos os raios dos céus. E uma satisfação em meu peito em saber, intimamente, que houve auxílio onde fora necessário. Aquelas crianças teriam instruções e formação educacional de escotismo (a busca da fraternidade, trabalho, respeito e disciplina).
Ficou-me a lição que, também na vida espiritual, reflete-se o que se passa com os homens na vida material; e o contrário também é verdadeiro. E que ninguém, seja a dimensão onde estiver em seus aprendizados, ficará esquecido por Deus.
1. Nota: fui ao dicionário para saber o significado real da palavra REDENÇÃO (teol. resgate do gênero humano por Jesus Cristo. / 2. fig. auxílio, proteção que livra de situação difícil; salvação.)
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W. A. Mozart - Requiem
https://www.youtube.com/watch?v=neDnpgZPPvY
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sábado, 27 de maio de 2017

O "X" DA QUESTÃO


O “X” DA QUESTÃO
autor: Nilton Bustamante


andar cabisbaixo,
sentir o peso do mundo e não saber para aonde ir,
o medo, sempre o medo de não se achar suficiente,
não se sentir mais bonita, bonito, desejada, desejado,
as marcas do tempo marcando o que não é mármore.

andar para baixo,
sentir as tristezas todas, as melancolias sem fim,
as disputas, os puxa-cadeiras de plantão sem opinião,
quanto tempo para dar certo,
a pipoca no micro-ondas,
usar sapato apertado somente porque é novo, bonito.

olhar em volta e não ver quem estaria disposto
em auxiliar a carregar a cruz,
não entender o que sai da boca de quem lhe beija;
querer, desejar, sentir-se amado a tal ponto de não mais sentir os pés no chão,
ficar assistindo o mesmo filme milhão de vezes, não deixando o passado seguir, se despedir... assim, geralmente, somos nós!

Ah, amados, queridos irmãos de jornada,
quanta é a felicidade de receber a bênção da permissão
em vir atravessar algo chamado tempo neste planeta azul,
receber o mapa e procurar o "x", o tesouro escondido,
e, ao final, descobrir que o "x" éramos cada um de nós!

Ah, amados, queridos irmãos de jornada,
quanta felicidade ao ver em nossos livros da vida algo de bom
que deixamos, que doamos ao nos alinhar às Leis do Progresso e do Amor!

Oh, que bênção é este planeta tão azul, com o útero que germina
o alimento, o que necessitamos, o que retiramos para transformar!
Oh, que alegria em fazer pelo caminho as amizades que não se desfazem, ficam as roupas, os sapatos, os nomes, os sobrenomes,
as moradas, as histórias, as conquistas, as derrotas, mas permanecem, seguem eternas as alianças dessas amizades,
desses estreitamentos de corações, dessas exatas fórmulas matemáticas do bem amar, do bem-querer!...

Quão belo é essa Seara bendita, reformatório, escola, educandário,
que auxilia na transformação de mentes e corações que vêm de longe andando tortos,
muitas vezes parados no caminho sem saber aonde ir nem onde ficar.
Quanta pureza em ação de abnegados zelando pelo mundo o próprio mundo,
ações do Amor invisível, que não toca bumbo nas praças nem anuncia em rádios, televisões ou jornais...

Há por todos os lados legiões de socorristas, milhões, bilhões de voluntários, encarnados e desencarnados,
empunhando a bandeira da fraternidade.
Mas, ainda insistimos em ver o que derrama sangue, o que fere, o que é bruto...
No entanto, até mesmo entre brutos, há um momento,
há um instante que deixa de ser para respeitar a palavra de alguém que lhe abrange consideração e amor, algum respeito.
E quase sempre essa palavra de amor vem de uma instituição chamada “dor”.

Somos sofridos, porque insistimos nos mesmos gostos em sofrer. Acostumamo-nos!
Mas até o sofrimento cansa, cansa de sofrer.

Nesse turbilhão, nessa grande roda-vida, gigante, roda-viva,
onde quase não se dá tempo nem condições de refletir,
de indagar diante do espelho as mesmas dúvidas antigas, onde nem o homem nem a mulher conhece o seu próprio corpo;
com mil dificuldades em tolerar, agridem por hábito; usam palavras de vibração pesada por não se importar;
jogam comida fora por não entender o significado da fome; culpam a tudo e a todos por tudo e por todos;
ficam se portando infantis para não lhes alcançar o peso da responsabilidade;
esses homens e mulheres somos nós, no processo de amadurecer o próprio ser.

Ah, amados, queridos irmãos de jornada,
está chegando o final do ciclo da morte, o final do dedo no botão da bomba, do gatilho que ameaça e mata.
Está chegando novos ares, novas companhias nascendo, dessas crianças cristais, azuis, serão os "golfinhos" deste planeta azul,
nos ensinarão que os dedos, em futuro próximo, ficarão no botão para dispararem preces de auxílio, fraternidade, gentilezas e amorosidades;
serão botões para ofertarem poesias, mensagens de otimismo e de cura em raios vibratórios essencialmente de Luz.

Procuramos seres extraterrestres desde sempre,
mas, desde sempre os extraterrestres somos nós que viemos habitar este planeta que é uma das mais lindas e divinas explosões de Amor.
Por isso, muitas das vezes em nós, essas melancolias, essas estranhas saudades...
Tenhamos sucesso em nossas jornadas para voltarmos melhores em nós mesmos. Afinal, somos o “X” da questão!

Luz, Paz e Amor!




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The Mission Main Theme (Morricone Conducts Morricone)


quarta-feira, 24 de maio de 2017

PARA GLÁUCIA


PARA GLÁUCIA
Autor: Nilton Bustamante

O meu amor chorou
Não por causa das alturas, nuvens de algodão
Nem pelos além-mares que o avião atravessou

O meu amor chorou
Ao ver Lisboa banhada pela luz do sol que a pouco acordara para festejar a saudade,
Abraçar esse amor que atravessou num salto sete vidas, “sete pedaços de vento”

O meu amor chorou
Ao pisar no solo que foi porto, desgosto da distância
Sorriso dos amores, acenos que ficaram para depois
Histórias tatuadas na alma, da mãe, mãe da mãe e do avô

O meu amor chorou
E eu junto chorei também


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Sete Pedaços de Vento (Cristina Branco)

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terça-feira, 23 de maio de 2017

Para Ser Feliz Com Você


Para Ser Feliz Com Você
Autor: Nilton Bustamante
Faço filme, faço cena, mesmo que não queira, sou mesmo assim
Mas, não fui feito pra ser ator
Vou esperar, preciso esperar
Você chegar
Quando fui, você chegou
Quando voltei, você partiu
Que jogo é este?
Que jogo é este, amor meu?
A vontade é tanta, tanta...
Em seus olhos minha viagem aos universos seus
Não quero ser somente sorriso
Quero beijar seus cabelos, enlouquecer
Ninguém consegue ver o que disfarço
Fico como quem flutua na Lua levantando altares
Somos crias de nós mesmos. Somos história de amor
Melhor correr todos os riscos
Que ficar na superfície esquecida de mim
Depois de ti, não parei mais de sonhar
Penso ser fumaça, deixar de existir para ser feliz com você, em outro lugar
Melhor correr todos os riscos
Que ficar na superfície esquecida de nós dois





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Passenger | Ain't No Sunshine ( Bill Withers )
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Mas Se Não For Assim, Não É Amor


Mas Se Não For Assim, Não É Amor
Autor: Nilton Bustamante

Você sabe bem que às vezes a gente sonha
você sabe bem quando a noite vem
a gente brinca de amor
o mundo fica assim, diferente

Mesmo o rádio desligado músicas começam a tocar
canções que vem de dentro
algo que vem do coração

Mas se não for assim, não é amor
Não, não é...

Você sabe bem que às vezes ficamos flutuando
tocando estrelas com as pontas dos dedos,
trazendo esses brilhos nas mãos
o mundo fica assim, diferente

É mais que abraçar abraços
mais que abraçar olhares
mais que beijar beijos querendo
o silêncio dos encontros

Você sabe bem que às vezes
a gente sonha

Mas se não for assim, não é amor
Não, não é...





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Alicia Keys - If I Ain't Got You

terça-feira, 16 de maio de 2017

NOVA ALIANÇA


NOVA ALIANÇA
autor: Nilton Bustamante
No entanto, vos digo, já mo mostraram, a visão do Paraíso na Terra, a Terra no Paraíso...
Quando os homens confiarem que é possível mudar,
mudar o mundo, mudar o mundo que se vai longe dentro de si,
fará a Luz alcançar, de vez, todo e qualquer ódio,
toda e qualquer guerra, todo e qualquer vício,
todo e qualquer engano, toda e qualquer contrariedade e cansaço, cansaço da vida e das quedas de todos os tronos...
Quando os homens acreditarem que poderão vencer
todos os conflitos sem dar tiro algum, sem a agressão para se ter razão, a paz será mais que qualquer guerra, o amor o remédio que vencerá todas e quaisquer doenças, a Luz será mais que qualquer sombra de atraso, (re)nascerá um outro dia, aquele mesmo dia quando o Criador tudo criou.
Pois, vos digo, sem vícios não haverá viciados nem traficantes, sem ódio não haverá motivos para se usar armas de tipo algum, sem ganância o pão a todos chegará, a Vida tomará o seu devido lugar...
Mas, perguntarão os que são levados pelas dúvidas,
os que não acreditam: − e os ladrões e os assassinos, o que farão, então? Não tomarão conta, aproveitando tudo sendo presa fácil? E outros países não tomarão outros que estarão nesses delírios coletivos? E a ordem social não será depois rebelião?
No entanto, vos digo mais, já mo mostraram, a visão do Paraíso na Terra, a Terra no Paraíso... As pessoas decidindo-se irem para as ruas, tomando novos ares, deixando para trás as trincheiras querendo abraçarem o Amor e a Paz! Não se acusavam, não se dividiam, não se consumiam, davam sem receio algum sorrisos de alegria, de felicidade, olhando para os céus em abraços, fazendo dos olhares pelo caminho parte desses céus descobertos. E os cânticos eram lindos, sonoros e a língua era a mesma, universal, ultrapassando fronteiras, países, continentes. E aquelas ondas de felicidade foram tomando conta de todos e de tudo, encontrando pelo caminho almas milenares com milenares distúrbios, almas e mentes antigas em novos corpos, pelo nefasto costume resistiam, mas, eram levadas, eram sugadas pela energia nunca antes vista, nunca antes sentida. Novo Mundo, formando uma nova história, um novo eterno momento, tudo se inciando em um segundo, sem divisas, tudo que pulsava vida passou a ser respeitado e amado. O cuidado era em melhor servir. Solidariedade a chave usada! Os abraços despertavam corações que estavam tristes, endurecidos...
E o planeta inteiro ficou em tal harmonia, em tal sintonia que nunca se passara em nenhum dos melhores sonhos de poeta algum. Estrelas desciam dos mais alto dos céus e faziam companhia aos homens. Estrelas eram Espíritos superiores, das instâncias mais cristalinas, mais benditas onde não há mais sofrimento ou dor.
No entanto, vos digo, ainda mais, já mo mostraram, a visão do Paraíso na Terra, a Terra no Paraíso... Naquela grande alegria, o alívio de tudo quanto havia sido peso, perseguição, contradição, angustiosa depressão; pois passou-se a formar um anel em volta do planeta Terra, um anel energético, a energia do Amor envolveu o planeta inteiro, e de tão brilhante, de tão importante, todo o universo passou a conhecer a NOVA ALIANÇA entre as criaturas com seu Criador.
A Nova Aliança nos registros sagrados não era mais entre Deus com um povo específico, particular, era muito mais que isso, muito mais amplo, a NOVA ALIANÇA é com todos os povos da Terra e a Luz do Amor!
O planeta Terra e seus habitantes chegarão a brilhar logo logo!




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 "Canção do Novo Mundo" - Beto Guedes
https://www.youtube.com/watch?v=T13xccI2l1M
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