domingo, 16 de julho de 2017

UM POUCO DE NÓS DOIS


UM POUCO DE NÓS DOIS

Autor: Nilton Bustamante
Pisando de botas e sapatos dentro do mar
Sem se importar com a roupa
Sem se importar com a respiração saindo pela boca
Se olhar
Enquanto as ondas se afastam, enquanto as ondas abraçam
O beijo lançado para todo o sempre
Como quem risca a areia um poema
Nada mais podendo desfazer, alterar
Nem as águas nem os ventos
Passando o que se tem que passar...
Sentados no sofá, sua cabeça em meu ombro se escorando
Deixando o sono levar qualquer preocupação
Qualquer opinião
Tudo quieto, silêncio do momento
Apenas o murmurar dos pensamentos que ficaram rondando
Para nos acordar pela manhã
Temos um pouco de tempo da eternidade
Pode dormir, meu amor
O dia logo vai clarear
.
.

terça-feira, 11 de julho de 2017

NO OLHAR

NO OLHAR
Autor: Nilton Bustamante
chegando a madrugada
diante dos olhos que nada veem 
somente estrelas
sentindo as mãos
o que deveria despertar
sorrindo
a entender que poderia
ser algo mais que o próprio olhar
chegando mansa
diante das estrelas que vieram soltas
delicadas
o que não se deveria deixar pra depois
e eu que te queria
e hoje perdido
a disfarçar
fecho meus olhos feito madrugada
amanhecendo essa vontade
de amar
apenas madrugada
dessas que se lançam para toda vida
fazendo acreditar
que tudo ficou perdido, perdido no olhar
pra nunca mais se perder
apenas fechar os olhos
e encontrar as mesmas estrelas, a mesma madrugada
e o beijo que ficou no ar
...
.
.

segunda-feira, 3 de julho de 2017

POETA POR UM DIA

POETA POR UM DIA
      Nilton Bustamante

Ah, felicidade, ser poeta por um dia
Mesmo não saber, mesmo sem entender
Sentir essa força, essa chama que queima doce, macio
Esse acreditar
Molhar as mãos no frio do barro
Sentir a magia,
Transformar em vida
Dar luz ao que já foi escondido
Sempre invisível aos olhos ateus

Ah, sentir poesia
Voar pontas de dedos tocando estrelas
Tingindo novos arcos-íris,
Derramando suavidade, mel
Abrindo o coração alado a novo sonho
Asas de fantasias em céus do amor

E se puderes, não caias
Nestas valas de línguas de pedra
É que o vale dos amargos e tristes

Somente solidão
Esqueceram-se do milagre do encontro
Do solo e da flor,
nas mãos que tateiam suspiros tardios

EU QUERIA TENTAR

EU QUERIA TENTAR
     Nilton Bustamante

Eu queria lembrar de minha voz
Como seriam as coisas se eu dissesse que poderia sonhar
Confiando em meu espaço
Seguindo conhecendo os riscos pelo chão
Mas, eu queria tentar
Mas, eu queria tentar
Seguindo o que vai no coração
Não posso desistir sem tentar
Esse é o momento
De minha sorte dessa vez será melhor
Eu sinto do mesmo jeito de quando conheci
Algo vindo pelo ar, chamando atenção
O mesmo céu está no meu caminho
Vou procurar meu lugar
Não posso desistir sem tentar
Não quero me acostumar
Com a vida sem amor

eu sei que tudo será diferente
Eu sei que vou encontrar eu mesmo pelo caminho


Mas, eu queria tentar
Mas, eu queria tentar

segunda-feira, 19 de junho de 2017

REDENÇÃO


REDENÇÃO
Nilton Bustamante, por desdobramento de alma (junho 17, 2017)
Direto ao assunto, na noite passada, ao adormecer, fui levado pela Espiritualidade para um lugar muito difícil, poderíamos qualifica-lo de limbo conforme nos descreve os Espíritos em literaturas espíritas.
Mostraram-me o que acontece quando um país, uma cidade, uma localidade, seja o que for do agrupamento humano ao se desestruturar moralmente. Pouco a pouco, desmoronam-se todas as suas peculiares estruturas. Eis o quadro: a moradia não vem, a atividade econômica termina falindo, fica aos pedaços, a educação é deixada para trás, a desordem social desagrega valores humanos, a vida fica sem valor algum, o emprego torna-se apenas uma teoria longínqua... E o caos é destruição, nada mais que isso, ou pior que isso, é a falência do homem em todos os sentidos. Isso acontece na vida dos homens encarnados, na vida terrestre, bem como na vida espiritual.
− Vimos, pelos noticiários, por causa da corrupção, o desalento em que se vive muitos agrupamentos sociais, muitos povos em muitas cidades e países. A corrupção acontece por causa da baixa moral em que deixamos nos levar, desvio de conduta, sucumbimento por costumes seculares, atrasados, egoístas... −
Pois bem, espiritualmente, por onde eu andava juntamente com alguns irmãos da Espiritualidade (eu não os via, mas os sentia e os ouvia mentalmente), era lugar feio, muito feio, depredado ao extremo.
Notava-se que, no passado, fora uma pequena cidade formada por uma grande empresa que faliu, com prédios, casas, edificações, que, agora, tornara-se um grande esqueleto, com seus “ossos” caídos por todos os lados... Tijolos largados por todos os lados, portas saqueadas, janelas levadas por mãos desventuradas, um grande famigerado hecatombe humana. E as pessoas foram se apresentando pelo caminho. Parecia ser um gueto, reminiscência de sobreviventes. Eu os olhava atentamente, e aos poucos foram se mostrando. A aparência nada confiável. Honestamente, colocavam-me receios. Andavam de maneira sinistra, esgueiravam-se pelos cantos, até, confiantes, tomarem conta das ruas, das vielas, de todos os cantos possíveis.
Via que, quando alguém passava, mais desatento, grupos rodeavam o incauto e cobravam qualquer coisa de valor para dar passagem...
Tentei passar despercebido, em vão. Mostraram-se à minha frente tentando me inibir. Para espanto meu, verifiquei que eram todos meninos, crianças, já com atitudes de quem está à margem da lei. Eram comandados ao longe por adultos. E, naquele lugar, lei, que lei? Eles eram rudes, tentavam me impedir, sobrepunham-se com certa agressividade. Intuíram-me, os Espíritos, para acalmar-me e tentar me “aproximar” deles, lançando sinais de paz e confiança. Com certo esforço, e várias tentativas, percebi que eles foram alterando seus humores e atitudes. Tornaram-se mais calmos. E um deles, o que antes era o mais destemido e agressivo, abriu-se em diálogo mental. Perguntei-lhe o que ele estava sentindo. Onde ele morava. Respondeu-me de maneira tal, tão sentida, tão deprimida, que meu coração balançou pelo impacto da vibração de sua fala mental: “eu moro no chão”. Pensei, o que pode alguém sentir, vivendo no chão.
Esse menino, começou a mostrar-me os arredores, o que era isso e aquilo antes de desmoronarem-se em escombros sem fim. Outras crianças vieram, acompanharam essas andanças.
Pouco a pouco, percebi as ações da Espiritualidade envolvendo todos nós. E a cada momento ficava nítido a leveza vibratória, cada vez maior daquele lugar.
Esses irmãos da Espiritualidade passaram a “conversar” com todos aqueles seres daquele lugar, recolheram em agrupamento os incontáveis irmãozinhos, ainda psicologicamente infantis, e informaram que tudo ali, daquele momento para frente iria mudar. E começaria com a formação de um grupo de escoteiros onde todos eram convidados em participar. Foi uma grande agitação e alegria entre todos. E os irmãos da Espiritualidade concentraram-se para oferecer um nome ao novo grupo. E, bem à minha frente, ao alto, vi plasmar o nome sendo formado: Grupo de Escoteiros __________ (sim, foi assim mesmo, sublinharam o vazio para advir o nome; e materializou-se em cima da lacuna a palavra... REDENÇÃO).
Assim, que plasmaram o nome REDENÇÃO, voltei ao meu corpo físico mais rápido que todos os raios dos céus. E uma satisfação em meu peito em saber, intimamente, que houve auxílio onde fora necessário. Aquelas crianças teriam instruções e formação educacional de escotismo (a busca da fraternidade, trabalho, respeito e disciplina).
Ficou-me a lição que, também na vida espiritual, reflete-se o que se passa com os homens na vida material; e o contrário também é verdadeiro. E que ninguém, seja a dimensão onde estiver em seus aprendizados, ficará esquecido por Deus.
1. Nota: fui ao dicionário para saber o significado real da palavra REDENÇÃO (teol. resgate do gênero humano por Jesus Cristo. / 2. fig. auxílio, proteção que livra de situação difícil; salvação.)
____________________________
W. A. Mozart - Requiem
https://www.youtube.com/watch?v=neDnpgZPPvY
..

sábado, 27 de maio de 2017

O "X" DA QUESTÃO


O “X” DA QUESTÃO
autor: Nilton Bustamante


andar cabisbaixo,
sentir o peso do mundo e não saber para aonde ir,
o medo, sempre o medo de não se achar suficiente,
não se sentir mais bonita, bonito, desejada, desejado,
as marcas do tempo marcando o que não é mármore.

andar para baixo,
sentir as tristezas todas, as melancolias sem fim,
as disputas, os puxa-cadeiras de plantão sem opinião,
quanto tempo para dar certo,
a pipoca no micro-ondas,
usar sapato apertado somente porque é novo, bonito.

olhar em volta e não ver quem estaria disposto
em auxiliar a carregar a cruz,
não entender o que sai da boca de quem lhe beija;
querer, desejar, sentir-se amado a tal ponto de não mais sentir os pés no chão,
ficar assistindo o mesmo filme milhão de vezes, não deixando o passado seguir, se despedir... assim, geralmente, somos nós!

Ah, amados, queridos irmãos de jornada,
quanta é a felicidade de receber a bênção da permissão
em vir atravessar algo chamado tempo neste planeta azul,
receber o mapa e procurar o "x", o tesouro escondido,
e, ao final, descobrir que o "x" éramos cada um de nós!

Ah, amados, queridos irmãos de jornada,
quanta felicidade ao ver em nossos livros da vida algo de bom
que deixamos, que doamos ao nos alinhar às Leis do Progresso e do Amor!

Oh, que bênção é este planeta tão azul, com o útero que germina
o alimento, o que necessitamos, o que retiramos para transformar!
Oh, que alegria em fazer pelo caminho as amizades que não se desfazem, ficam as roupas, os sapatos, os nomes, os sobrenomes,
as moradas, as histórias, as conquistas, as derrotas, mas permanecem, seguem eternas as alianças dessas amizades,
desses estreitamentos de corações, dessas exatas fórmulas matemáticas do bem amar, do bem-querer!...

Quão belo é essa Seara bendita, reformatório, escola, educandário,
que auxilia na transformação de mentes e corações que vêm de longe andando tortos,
muitas vezes parados no caminho sem saber aonde ir nem onde ficar.
Quanta pureza em ação de abnegados zelando pelo mundo o próprio mundo,
ações do Amor invisível, que não toca bumbo nas praças nem anuncia em rádios, televisões ou jornais...

Há por todos os lados legiões de socorristas, milhões, bilhões de voluntários, encarnados e desencarnados,
empunhando a bandeira da fraternidade.
Mas, ainda insistimos em ver o que derrama sangue, o que fere, o que é bruto...
No entanto, até mesmo entre brutos, há um momento,
há um instante que deixa de ser para respeitar a palavra de alguém que lhe abrange consideração e amor, algum respeito.
E quase sempre essa palavra de amor vem de uma instituição chamada “dor”.

Somos sofridos, porque insistimos nos mesmos gostos em sofrer. Acostumamo-nos!
Mas até o sofrimento cansa, cansa de sofrer.

Nesse turbilhão, nessa grande roda-vida, gigante, roda-viva,
onde quase não se dá tempo nem condições de refletir,
de indagar diante do espelho as mesmas dúvidas antigas, onde nem o homem nem a mulher conhece o seu próprio corpo;
com mil dificuldades em tolerar, agridem por hábito; usam palavras de vibração pesada por não se importar;
jogam comida fora por não entender o significado da fome; culpam a tudo e a todos por tudo e por todos;
ficam se portando infantis para não lhes alcançar o peso da responsabilidade;
esses homens e mulheres somos nós, no processo de amadurecer o próprio ser.

Ah, amados, queridos irmãos de jornada,
está chegando o final do ciclo da morte, o final do dedo no botão da bomba, do gatilho que ameaça e mata.
Está chegando novos ares, novas companhias nascendo, dessas crianças cristais, azuis, serão os "golfinhos" deste planeta azul,
nos ensinarão que os dedos, em futuro próximo, ficarão no botão para dispararem preces de auxílio, fraternidade, gentilezas e amorosidades;
serão botões para ofertarem poesias, mensagens de otimismo e de cura em raios vibratórios essencialmente de Luz.

Procuramos seres extraterrestres desde sempre,
mas, desde sempre os extraterrestres somos nós que viemos habitar este planeta que é uma das mais lindas e divinas explosões de Amor.
Por isso, muitas das vezes em nós, essas melancolias, essas estranhas saudades...
Tenhamos sucesso em nossas jornadas para voltarmos melhores em nós mesmos. Afinal, somos o “X” da questão!

Luz, Paz e Amor!




___________________________________
The Mission Main Theme (Morricone Conducts Morricone)


quarta-feira, 24 de maio de 2017

PARA GLÁUCIA


PARA GLÁUCIA
Autor: Nilton Bustamante

O meu amor chorou
Não por causa das alturas, nuvens de algodão
Nem pelos além-mares que o avião atravessou

O meu amor chorou
Ao ver Lisboa banhada pela luz do sol que a pouco acordara para festejar a saudade,
Abraçar esse amor que atravessou num salto sete vidas, “sete pedaços de vento”

O meu amor chorou
Ao pisar no solo que foi porto, desgosto da distância
Sorriso dos amores, acenos que ficaram para depois
Histórias tatuadas na alma, da mãe, mãe da mãe e do avô

O meu amor chorou
E eu chorei junto



_______________________________
Sete Pedaços de Vento (Cristina Branco)


terça-feira, 23 de maio de 2017

Para Ser Feliz Com Você


Para Ser Feliz Com Você
Autor: Nilton Bustamante
Faço filme, faço cena, mesmo que não queira, sou mesmo assim
Mas, não fui feito pra ser ator
Vou esperar, preciso esperar
Você chegar
Quando fui, você chegou
Quando voltei, você partiu
Que jogo é este?
Que jogo é este, amor meu?
A vontade é tanta, tanta...
Em seus olhos minha viagem aos universos seus
Não quero ser somente sorriso
Quero beijar seus cabelos, enlouquecer
Ninguém consegue ver o que disfarço
Fico como quem flutua na Lua levantando altares
Somos crias de nós mesmos. Somos história de amor
Melhor correr todos os riscos
Que ficar na superfície esquecida de mim
Depois de ti, não parei mais de sonhar
Penso ser fumaça, deixar de existir para ser feliz com você, em outro lugar
Melhor correr todos os riscos
Que ficar na superfície esquecida de nós dois





.
_____________________________________________
Passenger | Ain't No Sunshine ( Bill Withers )
...

Mas Se Não For Assim, Não É Amor


Mas Se Não For Assim, Não É Amor
Autor: Nilton Bustamante

Você sabe bem que às vezes a gente sonha
você sabe bem quando a noite vem
a gente brinca de amor
o mundo fica assim, diferente

Mesmo o rádio desligado músicas começam a tocar
canções que vem de dentro
algo que vem do coração

Mas se não for assim, não é amor
Não, não é...

Você sabe bem que às vezes ficamos flutuando
tocando estrelas com as pontas dos dedos,
trazendo esses brilhos nas mãos
o mundo fica assim, diferente

É mais que abraçar abraços
mais que abraçar olhares
mais que beijar beijos querendo
o silêncio dos encontros

Você sabe bem que às vezes
a gente sonha

Mas se não for assim, não é amor
Não, não é...





_____________________________
Alicia Keys - If I Ain't Got You

terça-feira, 16 de maio de 2017

NOVA ALIANÇA


NOVA ALIANÇA
autor: Nilton Bustamante
No entanto, vos digo, já mo mostraram, a visão do Paraíso na Terra, a Terra no Paraíso...
Quando os homens confiarem que é possível mudar,
mudar o mundo, mudar o mundo que se vai longe dentro de si,
fará a Luz alcançar, de vez, todo e qualquer ódio,
toda e qualquer guerra, todo e qualquer vício,
todo e qualquer engano, toda e qualquer contrariedade e cansaço, cansaço da vida e das quedas de todos os tronos...
Quando os homens acreditarem que poderão vencer
todos os conflitos sem dar tiro algum, sem a agressão para se ter razão, a paz será mais que qualquer guerra, o amor o remédio que vencerá todas e quaisquer doenças, a Luz será mais que qualquer sombra de atraso, (re)nascerá um outro dia, aquele mesmo dia quando o Criador tudo criou.
Pois, vos digo, sem vícios não haverá viciados nem traficantes, sem ódio não haverá motivos para se usar armas de tipo algum, sem ganância o pão a todos chegará, a Vida tomará o seu devido lugar...
Mas, perguntarão os que são levados pelas dúvidas,
os que não acreditam: − e os ladrões e os assassinos, o que farão, então? Não tomarão conta, aproveitando tudo sendo presa fácil? E outros países não tomarão outros que estarão nesses delírios coletivos? E a ordem social não será depois rebelião?
No entanto, vos digo mais, já mo mostraram, a visão do Paraíso na Terra, a Terra no Paraíso... As pessoas decidindo-se irem para as ruas, tomando novos ares, deixando para trás as trincheiras querendo abraçarem o Amor e a Paz! Não se acusavam, não se dividiam, não se consumiam, davam sem receio algum sorrisos de alegria, de felicidade, olhando para os céus em abraços, fazendo dos olhares pelo caminho parte desses céus descobertos. E os cânticos eram lindos, sonoros e a língua era a mesma, universal, ultrapassando fronteiras, países, continentes. E aquelas ondas de felicidade foram tomando conta de todos e de tudo, encontrando pelo caminho almas milenares com milenares distúrbios, almas e mentes antigas em novos corpos, pelo nefasto costume resistiam, mas, eram levadas, eram sugadas pela energia nunca antes vista, nunca antes sentida. Novo Mundo, formando uma nova história, um novo eterno momento, tudo se inciando em um segundo, sem divisas, tudo que pulsava vida passou a ser respeitado e amado. O cuidado era em melhor servir. Solidariedade a chave usada! Os abraços despertavam corações que estavam tristes, endurecidos...
E o planeta inteiro ficou em tal harmonia, em tal sintonia que nunca se passara em nenhum dos melhores sonhos de poeta algum. Estrelas desciam dos mais alto dos céus e faziam companhia aos homens. Estrelas eram Espíritos superiores, das instâncias mais cristalinas, mais benditas onde não há mais sofrimento ou dor.
No entanto, vos digo, ainda mais, já mo mostraram, a visão do Paraíso na Terra, a Terra no Paraíso... Naquela grande alegria, o alívio de tudo quanto havia sido peso, perseguição, contradição, angustiosa depressão; pois passou-se a formar um anel em volta do planeta Terra, um anel energético, a energia do Amor envolveu o planeta inteiro, e de tão brilhante, de tão importante, todo o universo passou a conhecer a NOVA ALIANÇA entre as criaturas com seu Criador.
A Nova Aliança nos registros sagrados não era mais entre Deus com um povo específico, particular, era muito mais que isso, muito mais amplo, a NOVA ALIANÇA é com todos os povos da Terra e a Luz do Amor!
O planeta Terra e seus habitantes chegarão a brilhar logo logo!




_________________________________
 "Canção do Novo Mundo" - Beto Guedes
https://www.youtube.com/watch?v=T13xccI2l1M
...

quinta-feira, 11 de maio de 2017

SOBRE TELHADOS


SOBRE TELHADOS
Autor: Nilton Bustamante

Neste frio que me leva a abraçar todos os arrepios
andando pelos telhados
vendo o mundo do alto
cantando o silêncio
tocando antigos suspiros

Deixando tristes dias para alegrarmo-nos nas noites
que já foram curtas, vazias

Ah, nestes lindos olhos teus
mensagens secretas
chegam-se aos meus
um tanto do encanto
tanto de saudades
esperança que seremos sempre dois andantes
andando macio
sem despertar os sonhos
fazermos par com a mais linda poesia
que será sempre tua, sempre minha
e um céu deixando suas estrelas nas areias macias
mares que inventamos
ondas que pulamos e sumimos
para depois apanharmos pelas praias, delicados camafeus

Ah, nestes cantos dos lábios teus
escorrem disfarçados sorrisos
provocam o que sabes o que se vai a dois
enlouquecendo meus sentidos, deixando-me acreditar que se é possível
sobre telhados, deixar rastros de amor
beijos que não podem ficar para depois

Deixando tristes dias para alegrarmo-nos nas noites
que já foram curtas, vazias






____________________________________
Cristina Branco - Fria Claridade  (fado)





terça-feira, 9 de maio de 2017

PATAS E FERIDAS


PATAS E FERIDAS
Autor: Nilton Bustamante
Hoje eu queria escrever algo,
algo longe da alma, 
mas olho para a mesa e as frutas não são frutas,
são palavras carnudas que me deixam com vontade de comer,
beijar feito bocas famintas
Hoje queria assim, olhar pela janela e ficar distante,
mas a procissão é a mesma,
e eu não sei cantar buzinas
nem há louças sobre a pia
que eu possa me distrair sobre algo longe de mim
Então escuto meu coração latir,
lamber feito cachorro as patas e feridas
E essa vontade de poesia
é melhor que qualquer melodia que se faça tapete
que me faça voar
alucinado atrás do calor dos olhares febris
abrindo caminho, abrindo os arbustos
pra ver onde meu coração
Então escuto meu coração latir,
lamber feito cachorro as patas e feridas

sábado, 15 de abril de 2017

Quando se é feliz


Quando se é feliz autor: Nilton Bustamante Quando se é feliz, parece que não se cabe no peito a alegria, é um jeito todo diferente, especial, que a gente precisa pegar em balões e subir para ver o mundo do alto, que há tanta beleza, chegar perto dos céus, agradecer. Uns dizem "cuidado!, os balões podem estourar e a queda causar prejuízos!"; outros dizem "cuidado!, a inveja, o mundo é cruel, muitas pessoas amargas!"; e mais "como você é orgulhoso, vaidoso, precisa se exibir quando há tanta gente triste por aí?" Então... Que as pessoas felizes não desistam do brilho da alegria, desses agradecimentos à vida, melhor correr todos os riscos e fazer-se mira a quem está triste ou quem amargou pelo caminho e mostrar que é possível viver melhor, com outro sentimento, sem esses seculares tormentos; melhor acreditar na luz da felicidade das conquistas de que na escuridão da inveja inerte no medo de tentar. Melhor libertar-se de que viver em clausura de rancores sem fim. Se nos depararmos com quem está com o brilho nos olhos, o brilho de quem está amando, diremos, então, ó, felicidade, parabéns, siga seus encantos! Se nos depararmos com quem conquistou algo material, algum bem, que é sempre provisório, passageiro nesse mundo marcados pelos ponteiros dos relógios, diremos, então, ó, felicidade, parabéns, siga no bom uso de tudo conquistado! Se nos depararmos com quem orou em súplicas e alcançou sua graça, diremos, então, ó, felicidade, parabéns, siga sua alma ou espírito na bem-aventurança, respeite e faça permanecer em si o bem abençoado na terra e nos céus! A Luz não pode sentir-se intimidada pela escuridão, antes, sim, motiva-se a convidar para superiores patamares, melhores lugares todos aqueles que desejarem... ser felizes. É tão bom ver nossa irmã, nosso irmão, conquistando, evoluindo, progredindo, alcançando seus sonhos. E pouco a pouco, saberemos, por fim, que tudo foi apenas um exercitar, um experimentar, preparo para a verdadeira Felicidade que é Amar; e em outra amplitude, maior significado, Amar é preparar-se para em tudo que se fizer será o melhor que possa para bem servir o outro! _________________________ La Veillée – Yann Tiersen http://www.youtube.com/watch?v=lnVIM7UIdZo&


...

segunda-feira, 10 de abril de 2017

O INIMIGO NÃO É AQUELE QUE TODOS PENSAM



O INIMIGO NÃO É AQUELE QUE TODOS PENSAM
(Nilton Bustamante, por desdobramento da alma)


Havia eu deixado o meu corpo material, como das vezes anteriores, sem perceber a mudança de dimensão. Tudo é continuidade. Tudo é vida. A vida que se estende pela Eternidade.

Indo de um lado a outro. Fui direcionado para visitar um hospital. Mas, não era um hospital qualquer. Esse era imenso. Inúmeras alas. Inúmeros andares. Parecia por vezes iguais aqueles que já visitei, e de repente abriu-se uma geometria que se expandia e os ambientes ficavam ainda mais colossais.

Encontrei algumas senhoras, que logo percebi serem voluntárias. Carregavam uns objetos grandes, descômodos. Aproximei-me e, mentalmente, coloquei-me à disposição de auxiliar. Permitiram, então, que eu pegasse apenas um daqueles. Seguimos pelos interiores daquela edificação. Chegamos aonde devíamos chegar e lá deixei o objeto disforme.

À medida que passava pelas alas, soube que havia muitas pessoas voluntárias. Dedicavam-se em favor dos necessitados e das equipes médicas e de enfermagem. Alguém me intuiu que estava também o pessoal de um Lions Clube (instituição de prestação de serviços à comunidade). Como participei por vários anos de um desses clubes de Lions, dentro de mim o sentimento de rever alguns amigos. Procurei aqui e acolá até encontra-los. De fato, estavam montando uma pequena festa para os pacientes e funcionários para promover um pouco mais de leveza, pouco mais de alegria naquele ambiente hospitalar. Após conversarmos, mentalmente, segui meu caminho, pois uma força me chamava para outros lugares, algo que eu precisa presenciar.

Andei por vários corredores, dentro de outros corredores. Os ambientes foram de certa forma tomando um ar maior de seriedade. Havia um “peso” de responsabilidade ao redor. Era outra sintonia. Quando vi pequena porta, semiaberta, e adentrei com o olhar e logo uma enfermeira se pôs impedindo minha passagem. Vi uma ala repleta de crianças terminais (se podemos assim nos expressar). Sofrendo muito. Uma calamidade aquele cenário. Intuíram-me que eram todas vítimas das guerras. Atendendo a orientação mental da funcionária, toda de branco, dei a volta e vi uma imagem que me impressionou demasiadamente:  inúmeras irmãs muçulmanas, com suas roupas próprias, porém de um marrom muito bonito com algumas delicadas figuras geométricas estampadas, vibravam em compenetração descomunal. Essas mulheres estavam em formação de um semiarco, meia lua, todas em preces de amor pelas crianças. E a energia que era gerada por aquelas irmãs abnegadas era extraordinária. Nada igual havia presenciado. Dava para ver a “olhos nus” a substância da energia tomando conta de tudo, desde as pessoas, até os objetos daquele lugar.

Para não querer atrapalhar o trabalho e concentração das pessoas envolvidas, procurei sair no maior silêncio possível. Passei por outras alas. Em cada ala havia pessoas voluntárias fazendo suas dedicações. E também me chamou a atenção que cada lugar desses, as pessoas que se entregavam ao bom serviço se coadunavam com suas religiões. Havia os protestantes, os católicos e outros mais. Todos, sem exceção, trabalhavam com seus respectivos grupos para o bem comum, com muito afinco. Porém, apesar da unicidade, da comunhão em fazer o bem, de amparar os enfermos, auxiliar nas estruturas próprias daquele lugar, nenhum grupo chegou nem perto das mulheres muçulmanas que vibravam mente e coração em tal sintonia com o Criador que as energias eram muito próximas do Sagrado.

De imediato, volto ao meu corpo físico. Vi o que tinha que ver. Soube o que tinha que saber.

Ainda deitado, pensei comigo mesmo: as pessoas, em geral, “compram” as ideias daqueles que “elegem” os inimigos do mundo e passam a compartilhar da mesma ira, das mesmas perseguições, sem perceber que se escravizam no ódio, o mesmo ódio que culpam ser dos “inimigos do mundo”. A ideia que todo e qualquer muçulmano é terrorista é tão absurda, como absurda era a ideia na Idade Média que mandavam às fogueiras mulheres que nasciam caolhas ou de cabelos ruivos, pensando ser ligadas ao “diabo”.

Os muçulmanos, por princípio, pela essência da religião, são pessoas humanas que buscam o Bem, são iguais a todos na procura da evolução à Origem Divina. E se há pessoas de almas e mentes perturbadas, criminosas, que se vestem com as roupas de religiosos e matam, então não são religiosos e sim assassinos que se apoiam em qualquer bandeira para justificar seus crimes na busca de poder. E, crime pior, é fazer as “lavagens mentais” para enviar outros em seus lugares para sujarem as mãos de sangue.

Um dia, cada soldado, cada homem e mulher jogará suas armas fora, não atenderá nenhum comando, não serão mais peões indo ao sacrifício no jogo de poder de duas dúzias de homens obcecados pelas ganâncias desenfreadas e podres poderes. Um dia, cada soldado, cada homem e mulher jogará suas armas fora, e passarão a plantar flores.

Devemos imprimir ao nosso interior, e depois ao mundo, um sentimento melhor, algo que se aproxime do Amor, pois não haverá outro meio nem outro mecanismo para as trevas que amargam nossa humanidade modificar, diminuir.

Somente a Luz do Amor dissipará toda e qualquer treva, todo e qualquer crime, leve o tempo que tenha que se levar... Deus possui a paciência divina, nem por isso ninguém está livre de suas responsabilidades.

A paz não se consegue com armas!

Temos que vencer esse ciclo do medo, do temor, do receio, da ideia que temos que viver em masmorras eletrificadas. Busquemos mudar a energia do mundo, algo mais sublime, e essa energia se agigantando por todo o planeta, certamente, alcançará aqueles desgarrados do bem e do amor e saberão que não valerá mais a “pena” sofrer e fazer os outros sofrerem.

Luz e Amor!




_________________________________
Tomaso Albinoni - Adagio 




domingo, 9 de abril de 2017

ENCONTRO NA CHUVA


ENCONTRO NA CHUVA
Autor: Nilton Bustamante
Ficar assistindo a chuva voar
em mergulho dos céus semeando o chão,
sendo tocado − algo do amor −,
corpo, alma,
suspirando para aguentar um pouco mais
mergulhando
ao contrário
do chão agradecendo aos céus
Assistir molhado, lentamente, sem querer
sair do lugar,
deixar cada gota
todas as águas acertar
o alvo que não quer se proteger
em vez de perder, ganhar vida, a vontade de viver
feliz ao seu lado
Qual foi a última vez que tomaste uma chuva assim?
Deixa o resfriado de lado,
deixa esse medo de se arriscar,
deixa-te fazer parte da Natureza,
seja terra molhada, escorrendo, deixando fluir, acontecer
que não se pode perder beijo algum
a vida é tão linda quando se abraça, quando se ama
deixa a chuva nos regar
Qual foi a última vez que tomaste uma chuva assim?

Nosso próximo encontro,
próxima chuva
tirar as roupas e os sapatos
deitar-se, fazer de conta que se é chão,
ser pista, porto, lago, mar,
dar abrigo aos mergulhos dos voos e viagens das gotas
quentes e frias
que vêm nos visitar
sinta, então, no peito algo além, muito mais de tudo
que te acostumou a se portar feito robô
somos mais que horários certos, meias e cobertor
Não faremos mais refeição alguma que não tenha um vaso de flor
sobre a mesa,
porque somos seres que amam
e o amor é delicadeza, é querer que os dias e as noites sejam magias
acontecimentos que nos faça adormecer sem o medo de pesadelos,
pois os sonhos serão nossos melhores travesseiros
nem o medo nos encontrará na luz do dia, teremos sempre a coragem
de lidar com tudo, com todos,
nem mesmo a morte será transtorno, quando temos a eternidade
para nos colocar asas nos pés e nos fazer pousar em outros horizontes
outros instantes que serão sempre reencontros,
abraços de amor
Estou sentado, olhando através da chuva
vendo-te chegar...


.
__________________________________________
Al Jarreau – Your Song
https://www.youtube.com/watch?v=OH7xg5Eoi2E&app

.

segunda-feira, 3 de abril de 2017

NOVO DIA

NOVO DIA Autor: Nilton Bustamante Rasgando tudo o que já foi tristeza, tudo que já foi engano sorrir ao viver, porque viver é ato de alegria, talvez fantasia dos dias que à noite se sonhou: tudo seria como deveria ser tudo que cada qual respeitou feitos pássaros ao deixar os ares atravessados no peito afagos que arranhou o que estava inteiro querendo ser provocado marcado para não se passar em vão lábios e ouvidos segredos descobertos deixados em caminhos chamados por igual, a tal felicidade Tudo seria como deveria ser corações exercendo suas missões ao mundo, levando ao alto a bandeira do amor Abrem-se às gentilezas, às tolerâncias, andam-se pelos verdes dos campos, lançam-se às montanhas possíveis de ver por trás do mundo, delicadeza dos gestos e das vozes em murmurar feito mar lançando cada palavra, como se lançam os navios a se aventurarem em promessas de voltar o antes possível para tudo recomeçar, tudo sentir novamente em delírio dos primeiros abraços, quase infantis, quase juvenis, coisas dos primeiros sonhos dos meninos e das meninas que não deixam o peso do mundo impedir o que mais se deseja, o que mais se buscou Ah, amor, Abra-te que nasceu a vontade que derruba todas as portas, todas as comportas, e com toda a força se abraça em macia magia de dois seres que não levam em conta nem as roupas nem os nus pois a explosão é muito mais a febre do querer muito mais que todas as alucinações o simples dos olhares que se encontram, que se inundam Dois planetas formando novo sol, sempre o raiar de novo dia

quarta-feira, 29 de março de 2017

NEM CIGARRA NEM FORMIGA



NEM CIGARRA NEM FORMIGA
Autor: Nilton Bustamante

Não me levem a mal, já a essas poucas horas do dia
Preciso antes mesmo de dizer bom dia
Pra vida,
Preciso do meu gole de poesia

Não é questão de aguentar o que está para vir,
É que preciso deseducar meu coração
Que lhe insistiram que deveria ser rude para ser forte
Quando, ao contrário, é tão lindo ser apenas humano
Sentir tudo que pulsa sangue
Conhecer o íntimo dos labirintos
Que nos faz pensar e crescer

Nem cigarra nem formiga
Apenas poeta
A deixar a vida mais bonita, outras cores
Outras levezas, outras incertezas
Pois de tudo o que se faz
É viver

Buscar o amor
E ao encontrar a joia rara oferecer à primeira andorinha
Anunciando o verão para outras mais que somente conheciam
O inverno, única estação

Se de única boca de tantas outras bocas das guerras todas,
A mais linda oração
Pedindo paz, pedindo que basta, que não aguenta mais
Tanta dor
Já valerão todos os sonhos, as poesias


...
_______________________________________
Cristina Branco - Fria Claridade (fado)



...


terça-feira, 28 de março de 2017

AGRADECIDOS CORAÇÕES


AGRADECIDOS CORAÇÕES
Autor: Nilton Bustamante

AGRADECER,
sim, agradecer sempre, a toda hora, a todo momento, a toda paz de pensamento, bálsamo que se experimenta como sendo algo sempre novo, diferente, com a sensação do sublime, água fresca em dias de insuportável calor...

Sabemos, muitas vezes as situações nos mostram dificuldades que temos que conhecer melhor e superar. Descobrir a coragem, a vontade de enfrentar. Porém, ainda que somos “solos”, ainda que se está na unidade do ser o vencer a si mesmo, os próprios medos, os despreparos, as ansiedades, e às vezes dias ou noites regadas à solidão suspirando uma falta qualquer, sempre há alguém que nos ama, que nos quer bem, que nos deseja toda a felicidade, que libera de seu coração energias que abraçam e acalmam as nossas indecisões e indicam o prumo quando estamos em difíceis e tortos caminhos.

AGRADECER,
sim, agradecer sempre, que a vida é mesmo bela, é mesmo excelsa, é divina riqueza em comunhão com as nossas necessárias trajetórias. Tivemos os melhores pais que poderíamos ter, tivemos as melhores famílias que poderíamos conceber, tivemos os melhores filhos que nos libertam de atrasos seculares para nos sentirmos deuses seguindo diante do espelho da vida maior o divino Pai que faz o Verbo Amar reger todos os universos e outros mais.

Sabemos, que nem sempre é fácil, que há tantos discursos para nos intimidar, para nos diminuir, para tirar nossos sonhos; muitas vezes ficamos com os pesos do passado e não saímos do lugar, ficamos em areias movediças com medo de se mexer, com medo de viver. Tenhamos, mesmo que timidamente, mesmo que vez ou outra, mas tenhamos a lucidez de pensamento e de vontade para abrir nossos corações, abrir todos os porões empoeirados com as tristezas e objetos mentais, psíquicos, que não servem para nada além de sofrer uma vez mais e mais; deixemos que a alegria nos invada, viver feliz não é ameaça para si, talvez ao mundo daqueles que se enraizaram nas angústias ou revoltas sem causa, contudo o mundo está precisando se acostumar com a felicidade alheia, quem sabe haveremos de entender de vez que as intrigas, as guerras, as disputas doentias são frutos apodrecidos que não servem para nada, nada, nada, nem para adubar o solo. O solo planetário já está saturado de sangue e crimes.

Antes ser um liberto da paz e do amor, que escravo das mesmas ideologias sem brilhos, enferrujadas, de políticas fracassadas que se repetem, aprisionam, e nunca mostram algo de bom, nunca oferecem algo realmente transformador para a humanidade alcançar um passo além, para melhor. Antes de ir atrás de alguém empunhando uma bandeira, uma causa, analise qual é a sentença, se a sentença é de vida ou de morte, se há valor moral, decência, que pode transformar a escuridão com um novo sol.

Antes ser sem o peso das revoltas, sem ter que possuir a seleção de máscaras dos bailes de Veneza, e viver simples com a simplicidade do Amor e gratidão!

Que fique registrado em nossos livros da vida, que queremos nos libertar do atraso moral e espiritual; falta muito, muita coisa precisamos rever, a quantidade é imensa de lições para se saber novamente e aprender de vez o real sentido, que a caminhada cósmica já é de muitos planetas em planetas, vidas após vidas dentro da Vida Maior, e que felicidade agora, neste átimo do tempo dentro do próprio tempo que nos cabe, em vislumbrar que é possível evoluir, progredir, se curar, sentir e oferecer melhores sentimentos; pois, é tão certo quando se diz que quanto mais se oferece o Amor, mais ele se avoluma, se expande, cresce e se estabelece entre os seres vivos, nos ensinando repartir o verdadeiro pão.

Nesses filmes de mocinhos e bandidos, de conquistadores e conquistados que a humanidade se lançou ao longo das eras, será pó, será transformado em véu de esquecimento para dar trégua aos tormentos, para ceder lugar à longa e silenciosa transformação que a Mão Invisível opera, chamado Destino que se escolhe seus papéis.

O homem, filho da Luz, surgiu para alcançar todas as habilidades, todas as Ciências celestiais − que superaram há muito as ciências dos homens −, amadurecer para melhor Amar e melhor Servir, então, queridos irmãos e irmãs, aproveitemos essas imponderáveis oportunidades neste planeta azul para sermos repetidores das ondas das Alturas Angelicais, e permitirmos que nasça um lindo sorriso em nossos agradecidos corações.

______________________________________
Ennio Morricone - Cinema Paradiso
https://www.youtube.com/watch?v=WSkyoyyvnAY

TUDO QUE SENTIMOS


TUDO QUE SENTIMOS
autor: Nilton Bustamante

Ah, eu rio de mim, eu rio de ti
Andando como se anda as ondas da praia
De lá pra cá, de cá seguindo o mar
Andando descalços, molhando as pontas das roupas
Que ficam pelo caminho
Ah, eu rio de ti, eu rio de mim
Andando mãos dadas, fechando os olhos
Feito crianças buscando
A emoção de seguir voando sem asas algumas,
Como se fosse possível
Uma tarde mais longa que a outra
Não querendo deixar a noite vir

Ah, meu amor,
Cantas comigo, cantas o que for
Que nada mais bonito que viver a vida com quem se ama
Quando se deseja com tanta dor no peito
O suave que se leva no olhar
Acreditar que esta vida é mesmo doce
Tão doce quanto
Amanhecer
E saber que não foi desta vez
Que a noite levou em sonho
Tudo que sentimos
Tudo que permitimos
Que é mesmo real
Andar sobre nuvens
Para além do tempo todo
Quando seremos um dia história
Dessas transformadas
Em cantigas, dessas cantigas sentidas
Tão atuais e tão antigas feito o amor

E já que a espera segue estrelas,
Janelas abertas
A espera
Que a vida em estrada traga o que mais se suspirou
Abra teu coração de sangue e vinho
E fiques com beijo meu,
Pois de mim nada mais possuo, tudo o que me fora de melhor agora é teu



_____________________________________
Cristina Branco - Água e Mel



sexta-feira, 10 de março de 2017

O MELHOR DOS DIAS


O MELHOR DOS DIAS
Autor: Nilton Bustamante
Ficaria hoje, como sendo o melhor dos dias esperando a noite
A noite da espera da madrugada
Braços abertos de quem fica a esperar o ser amado
Nos melhores sonhos, nos melhores sentidos,
Desejos que atordecem e cura a alma
Das solidões, do terrível mal que é falta de amor

Ah, andaria por todas as estradas, estradas de estrelas
Significando o esforço de se desprender das durezas da vida
Arrancando versos das áridas incertezas,
O que preciso for para olhar no fundo dos olhos dos olhos
De quem se ama, para mergulhar e não mais voltar
Ficar no íntimo, na magia do encontro,
Alimentando o mesmo silêncio, perturbador silêncio,
Que se diz tudo, ou quase tudo
De que se queria dizer desde sempre, desde antes
De chegar o dia, amanhecer

Ficaria hoje, como sendo o melhor dos dias esperando você chegar






_____________________________________________
Rafael Fraga: Canto de Amor (Carlos Paredes)






.......