segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

NOVA MANHÃ



NOVA MANHà
Autor: Nilton Bustamante
Em certas ocasiões, os dias chegam e demoram-se a passar. Às vezes esgota-se o tempo e a paz, descontrolam-se os pensamentos, os tormentos chegam e se embebedam da mesma tragédia, os problemas tornam-se ameaçadoras feras sem jaula; pois, nessas horas, nesses quadros, a confusão é a única certeza que cresce.
Quanto mais as palavras tortas, menos os passos certos.
O ser humano diante das pressões impostas por algo ou alguém, entortam suas costas ao ponto de arrastar-se e se acovardar por não compreender o porquê das coisas serem assim desse jeito ou do jeito outro; o porquê das próprias rédeas escaparem das mãos. É a dor do desamor, é a dor da doença, é dor do mimo que a vida recusou-se a lhe oferecer... Até a dor por não ter dor.
“O galo canta a cada nova manhã!"
Tudo recomeça. Não importa como foi ontem, não importa a cara do amanhã que virá, o que vale é o agora.
Se estivermos no descontrole, sem saber lidar com os instrumentos de nossa alma, lembremo-nos, então, que a vida é professora e sempre nos mostra a melhor ocasião e forma do aprendizado, e os olhares pesados que ora arrastamos pelo chão, teremos a chance da possibilidade de erguermos a fronte e encontrarmos o céu. E o céu, ah, sim, o céu é abundante de esperança, é generoso nas oportunidades de outros ângulos, outras visões, outras levezas, outros alcances de novas e esclarecidas opiniões.
A alma saberá que aquela tormenta que não a deixava dormir, que parecia não haver abrigo nem outro gosto que não fosse o amargo do pavor, poderá, aos poucos, com a tomada de atitude positiva, de quem confia ao ampliar o pensamento abraçado com o sentimento para outra liberdade, a liberdade em descobrir que o vento ruim foi somente um sopro que veio contra para beneficiar o voo e a noite se desfez com a manhã, a mesma manhã em que o galo nos lembra de que tudo haveria de recomeçar.
Tenhamos confiança em nós mesmos!
Tenhamos confiança na lógica da vida!
Saberemos que os acontecimentos são apenas capítulos de uma longa história, nossa trajetória cósmica pelas fronteiras de nossas próprias almas.
Há uma Divina Engenharia!
As nossas reais potencialidades são ainda desconhecidas por nós, por isso, queridos irmãos amigos de caminhada, da necessidade de compartilharmos a estrada com muitos outros, mesmo que aparentemente caminhemos “solo”, mesmo que nos falamos “solo” o tempo todo, pois na vastidão de nossas almas há muito por construir, reformar e conhecer; somos os jardineiros, os carpinteiros, os pedreiros e arquitetos, somos alunos e professores ao mesmo tempo.
Cada qual é o responsável de escolher o que há no mundo para habitar em si.
A gentileza acalma o coração de quem recebe a boa onda; mas, muito mais quem gera.
"Vós sois deuses!”, disse Jesus.
O amor é o sol que procuramos, e mesmo sem saber é o que nos faz mover, nos abrir para os seus inefáveis raios. Quando de sua falta – do amor −, nos faz fechar feito a flor que perdeu o nascer da nova manhã.
Bom dia, galo de cada nova manhã, estamos aguardando o seu canto que é uma forma de amor!
A vida, a vida é tão sagrada e sublime, parte de algo tão divino que não cabe − e nem se destina − em um túmulo!

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Space Coast - Topher Mohr and Alex Elena
https://www.youtube.com/watch?v=ziB7GW47mwg
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POETIZAR




POETIZAR
Nilton Bustamante
Pois é preciso poetizar,
que o mundo é mental e o coração é usina da vida! 
O melhor a fazer agora é descer ao solo essa pressa
de voar, e andar na chuva,
ouvir os sons e as falas que ficaram para trás.
Há outros tipos de fome a saciar,
outras ansiedades pra acalmar,
outras coragens a deixar livre para acertar agora
ou acertar depois. Quem sabe,
fazer do tempo um barco de papel, ou avião nada sério
e o que era de faz de conta,
o que não se conseguia encarar,
agora,
ser somente mais uma nota, uma lembrança,
em não ter a obrigatoriedade da razão,
entender de vez que o universo é verso, é amor!

É QUE ESTOU FELIZ


É QUE ESTOU FELIZ 
autor: Nilton Bustamante
É que estou feliz,
e essa felicidade que chega em ondas
além das brumas,
além de todas as penúrias,
de todas as reclamações e do sangue escorrendo pelo chão,
quase tudo para chorar, mas não,
estou aqui agradecendo, orando pelo olhar aos céus,
respirando o milagre, a liberdade, cândida esperança
que brota no profundo bendito coração.
É que estou feliz,
há tanta coisa divina, organizada para os homens se encontrarem,
canções, chuvas, furacões,
brisa dobrando folhas, a delicada flor,
pétalas das primaveras
em filas indianas das estações
para mais uma era, mais uma estrela atravessar o vazio
deixando rastro de luz.
É que estou feliz,
a semente germinando vida, útero da terra, excluir a fome,
tirando com Arte humanos pés das cavernas,
planando novas alturas,
sublimando o que na alma já é cósmico, universo,
aperto de mão,
apaziguamento de todas as contradições...
É que estou feliz,
dentro de mim a ideia, a convocação,
de mais essa encarnação poder me conhecer,
pouco mais,
reparar com maço e cinzel
a alma que ainda é pedra, quem sabe agora, outra etapa,
convicção
que o amor une mesmo o profundo dos corações
não deixando distância,
não implicando com nada, ninguém,
apenas se dobrando como delicada flor,
anos primaveras
em filas indianas das estações
para mais uma era, mais alma atravessar o vazio
deixando rastro de luz.
É que estou feliz,
por você, por mim, por nós!


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Keane
https://www.youtube.com/watch?v=mcD3L_OMgkg
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segunda-feira, 28 de novembro de 2016

DESCONHECIDO


DESCONHECIDO
Autor: Nilton Bustamante
Rápido, muito rápido, eternamente rápido,
Essa busca, frenesi.
Rápido, muito rápido,
Essas noites que buscam novas manhãs.

Tempo que se desfaz,
Vira fumaça, vira pó,
E os pensamentos tecem em formas e lãs
Mais uma peça, algo pra se vestir, se cobrir
Pro nu esquecer-se do frio
De não saber
Nem quando, nem os porquês.

Somos crianças brincando de adultos,
Imitamos todos os filmes,
Todas as cenas sabemos de cor.
Cada dia, cada noite,
As pegadas são deixadas
Para que o vazio não nos amedronte mais.

Somos coração que se aventura,
Mergulhando no desconhecido de nós mesmos...

O abismo é o infinito que não existe,
Que deixa de ser, deixa rasa toda e qualquer profundidade
Ao abraçar-se com as asas que descobre o voo.
Quem sabe, esse alguém que somos nós,
Um dia, a se encontrar, em uma nova manhã,
Satisfaça o medo e os receios todos,
Abra as janelas,
Acene pro mundo,
Que do longo sono despertou a consciência,
E o amor.







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Valentina Igoshina -"Fantasie Impromptu" (Chopin) .
https://www.youtube.com/watch?v=B-HosIOod_A

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sábado, 26 de novembro de 2016

ATRAVESSANDO OS TEMPOS


ATRAVESSANDO OS TEMPOS
Autor: Nilton Bustamante

Meu amor,
essas fotos brindando à vida não mostram tudo! Deixam os pulsares dos corações, os receios chorados sob os travesseiros; não, não mostram quando as mãos trêmulas pareciam acenar o adeus. Quando a noite se estendia, e deixava muito longe cada manhã.

Em algum lugar uma vez mais nossos reencontros. As forças dos mares e das marés. Essa vontade de amar; sim, esse suspirar que a vida vale sempre a pena ao lado de quem se ama. O querer é mais e maior que as contramãos e as indecisões; mais e maior que todas as negações. Quando tudo parece ser um tenebroso não, algo se faz forte em nós, vem feito pássaro de fogo trazendo a esperança do sim! Sim à vida!, sim ao reencontro!, sim às construções das inspirações!, sim ao amor!

Uma vida é pouco, muito pouco, para uma história que vem de longe; a amizade acariciando a alma, desfazendo o que se faz esconderijo para nos mostrar um ao outro como se deve ser, sem pudor, sem rancor, sem que o brilho do olhar se perca, sem que a consciência se acostume a se enganar.

Meu amor,
eu sei, este mundo pode ser até a terra dos mil contos, de descuidadas ilusões, ficar-se adormecido quando a vida nos chama com o seu sol para vivenciarmos também outra realidade, outras possibilidades. Algo mais belo, repleto de luz. Ficamos receosos em dar um passo qualquer em terreno desconhecido. A plenitude da entrega, é coisa nova ainda para nós.

Demo-nos as mãos e fomos atravessando outros cenários, e fomos atravessando os tempos, descobrindo nós dois nas atmosferas do real e do imaginário. E chegamos até aqui torcendo um pelo outro o melhor, seja o que for, sempre o melhor, porto em porto, encontros e despedidas, com a certeza de que a distância é algo que o homem inventou; e o amor, o beijo que encurta para perto o que das almas se distanciou.

Espero você nesse fim de semana; pois a nossa jornada é ainda de muitos beijos, encurtar distâncias dos corações, fazer festa, escrever história de amor, fazer o encontro de tudo quanto de nossas almas por você e por mim, um dia se apaixonou.



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Barbra Streisand - Somewhere
https://www.youtube.com/watch?v=cAu3a7CMA84



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DESCALÇOS


DESCALÇOS
Autor: Nilton Bustamante

Pisar descalços sobre o que não machuca os pés. Sem se preocupar com nada. Tanto que é mesmo uma aventura essa delícia de liberdade sob os pés; fossem nuvens, fossem uma imagem que marcou de longa data ou de instantes, quando o abraço é lançado buscando a quem se ama, a quem se declama a poesia mais sentida, mais imaginada magia de amor.

Quando o coração deixa ser de menino, menina, homem, mulher, e extrapola o que foi estrela flamejante e repousa em pista de pouso do olhar trazendo para dentro da alma um mundo novo, sempre novo, como se nascesse um brilho no profundo dos céus e o mundo parasse para assistir essa dádiva, esse encanto, marcado entre dois universos e uma esquina.


Essa emoção, esse apelo pelo o que há de mais sagrado em nosso ser profano, esse tocar de destinos que se constroem correndo todos os riscos, até mesmo o risco mais lindo: ser feliz!


segunda-feira, 10 de outubro de 2016

SILENCIOSOS SONHOS


SILENCIOSOS SONHOS Autor: Nilton Bustamante Que a noite venha em suaves sonhos, silenciosos sonhos, de tal maneira que os relógios visitarão as horas pé ante pé, e as asas das impossibilidades serão de alazão domado pelo mesmo fascínio, pelo mesmo abismo sem queda, sempre voo, sempre os ares pelo corpo da alma a festejar o amanhã que virá e não encontrará peso algum sobre a cama. ____________________________________________ Philippe Jaroussky " The most beautiful baroque Arias" https://www.youtube.com/watch?v=3glhy2V12ME
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quarta-feira, 21 de setembro de 2016

O RECADO QUE EU NECESSITO SABER, APREENDER


O RECADO QUE EU NECESSITO SABER, APREENDER
Autor: Nilton Bustamante, em desdobramento acordado.

Algumas vezes nos acontecem situações em que começamos a tirar os pés do chão e depositamos nossos corações nas alturas dos céus, espiritualizamos. A jornada é transformadora!

Semana passada, indo de ônibus entre Dublin a Belfast via a estrada envolvida com grande nevoeiro.

Era dia.

Lentamente fui buscando serenidade, elevando meus pensamentos, procurando deixar “meu coração nas alturas dos céus”. Comecei a orar.

Algo difícil de explicar.

Estava em dois planos. Minha alma foi para um desdobramento, mesmo eu estando acordado.

Ao mesmo tempo que tinha noção da estrada, do que era próprio do mundo dos homens, essas imagens começaram dar lugar a outras, mais sutis. Abriu-se, se posso dizer assim, um portal.

Estava eu em uma atmosfera etérea.

Nesse quadro e compasso do além-tempo vi poucas pessoas orando, ajoelhadas.

Uma enorme, descomunal, cachoeira à frente vinha dos mais altos dos céus que me foi dado perceber.

Caia em imensa beleza uma massa suave. Não era água. Era luz.

Levei minha atenção para aquelas pessoas orando em silêncio. Percebi que o chão se movimentava, de tal maneira que levava essas pessoas em direção à Luz que vertia grandiosidade. Era como se fosse uma grande esteira rolante em forma de virgem solo. Senti que estavam em grande prova. Ficava evidente a significativa e íntima decisão que cada um teria que passar, delicado crivo.

Uma vibração intuiu-me a mensagem: "... que aquelas pessoas somente conseguiriam transpor, adentrarem à massa de Luz se deixassem para traz todo e qualquer litígio, toda e qualquer contrariedade e descortesia com quem quer que seja o motivo. Energias contrárias ao amor não se misturariam, muito menos nessas paragens da elevação dos mundos e dos filhos de Deus. Por isso, ainda, as poucas pessoas por ali."

Obviamente estava eu como observador, receberia o recado que eu necessito saber, apreender.

Voltei totalmente para o meu plano físico com o sentimento de gratidão e saber o que nos espera!






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Kiseki No Umi - Maaya Sakamoto
https://www.youtube.com/watch?v=zDnRh_4sHZE


terça-feira, 20 de setembro de 2016

ANTECEDENDO A SESSÃO DE PSICOGRAFIA EM UM CENTRO ESPÍRITA


ANTECEDENDO A SESSÃO DE PSICOGRAFIA EM UM CENTRO ESPÍRITA
Autor: Nilton Bustamante, por desdobramento de alma

A liberdade é um mecanismo que permite os nossos passos e ações adentrarem e seguirem por aonde a nossa disposição desejar, concretizando-se por vezes a vontade individual, por vezes a coletiva, ou ambas. O que no íntimo decidiu-se, os estágios da consciência acompanham. O consciente e o inconsciente dão-se as mãos, tornam-se companheiros. Fazem suas obras.

Quando adormecemos, o corpo físico se refaz de suas fadigas diárias, há uma lógica químico-biológica que ordena o “veículo” físico a se reestruturar para sua “conservação”.

A alma – o condutor desse veículo, que somos nós, essa energia de origem divina –, quando no instituto do sono, livra-se tanto quanto possível dessa íntima ligação com a matéria corpórea e se vai para viagens astrais nos campos de outras dimensões das possibilidades mil.

Os iguais se buscam!

As companhias, escolhemos em quaisquer planos!

Poderemos ficar juntos aqueles que pesam a escravidão dos vícios de todo tipo de desordem psíquica, moral e espiritual, ou daremos “ouvidos” a outros convites daqueles que nos querem o bem e nos redirecionam a todo momento em direção à luz do Conhecimento! Na vida, tudo são escolhas! E vêm no mesmo pacote a responsabilidade e consequência.

Em resumo, da mesma maneira quando estamos em estado de vigília, no corpo físico, ao sairmos pelo mundo, no dia a dia, procuramos o que apetece os nossos interesses, gostos e tendências; o fazemos também, espiritualmente, em outras jornadas, em um plano diferente, com suas particularidades. E ao retornarmos ao mundo da matéria, acordamos com as impressões dessas experimentações recém adquiridas, que se aflorarão em nossas estações do tempo.

Para a organização de nossas esferas, no caminhar ao ser integral, sabemos que primeiro passamos por aprendizados no mundo espiritual, para depois termos melhor chance nas questões do mundo dos homens. E foi assim que me aconteceu, semana passada, ao entregar o meu corpo ao sono da noite, fui levado, por boa razão, a assistir parte do preparo que nossos irmãos maiores fazem para anteceder uma sessão mediúnica de psicografia.

De imediato, reconheci a alma de nosso querido irmão de ideal, Orlando Noronha Carneiro, ativo médium de psicografia, o qual aprendi a respeitar sua determinação e dedicação à causa do Espiritismo − propagar em linguagem de nossos tempos, de maneira inteligível a Boa Nova, o Evangelho que Jesus trouxera para o aperfeiçoamento moral dos homens.

Somente a título de esclarecimento superficial, na psicografia, o médium preparado para esse fim, age como instrumento feito quem escreve uma carta/mensagem endereçada a alguém; no caso, os remetentes são os seres desencarnados (que já deixaram seus corpos físicos e retornaram à Pátria Celestial) tendo as missivas como destinatários os seus entes queridos ainda encarnados no mundo dos homens. Isso acontece, com a permissão do Pai, para que, através desse ato de amor, se traga notícias e ânimo para aqueles que estão com seus corações partidos pela dor da separação. Fica no âmago de cada mensagem que ninguém se desfez. Que há um Plano Divino para cada um de nós, filhos de Deus. Que esse estágio planetário é passageiro, um ciclo importante de nosso aprendizado nesta escola-oficina, onde, pelo nosso esforço, teremos que deixar para trás tudo que nos faz pesar a alma, tudo que nos faz envergonhar nossa consciência.

O nosso irmão Orlando não estava só. Havia um grupo de Espíritos o acompanhando. Fui convidado a carregar um mastro metálico, longo, onde na extremidade havia um crucifixo do nosso Senhor, destacando-se ao alto.

Alguém me intuiu que era uma comitiva evangelizadora.

Após caminharmos um certo tempo, chegamos a um centro espírita. Uma comissão dos dirigentes veio ao nosso encontro. Foram-se em reunião com o irmão Orlando e outros Espíritos dessa comitiva. Havia uma plateia, com muita gente sentada. Olhavam para nossa direção, curiosos. Via em seus olhares o alcance de quem espera notícias, novas esperanças... Fiquei comovido. Logo iniciou-se uma palestra para a turba.

Entendi, ali, naqueles acontecimentos, que tudo e todos que farão parte do trabalho de psicografia, há necessidade de se organizar e se prepararem para a importantíssima reunião evangelizadora. É vital manter-se a moral em alta, os pensamentos organizados, os sentimentos melhores possíveis focando o Amor e a Caridade, com responsabilidade nos ensinos de Jesus Cristo. A Espiritualidade, enfim, organiza todos os preparativos com afinco. Todos os agentes, desde os espíritos que terão permissão de se “comunicarem” através das mensagens pelo médium e seus intermediários, os dirigentes e assistentes do centro espírita que darão suporte aos assistidos na plateia, das senhas, oferecendo-lhes os confortos necessários, e amparo e sustentação ao médium Orlando e equipe.

À Boa Obra há a necessidade de muitos trabalhadores entrosados no bem maior, o tempo todo.

Voltei ao meu corpo físico, e agradecido por me permitirem participar e vir com alguma lembrança para incentivar minha própria fé, que precisa ser ainda, cotidianamente, despertada.

Jesus Cristo e seus anjos com todos!




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quarta-feira, 24 de agosto de 2016

CONVITE PARA VER – E OUVIR – ESTRELAS


CONVITE PARA VER – E OUVIR – ESTRELAS
Autor: Nilton Bustamante

Quanto tempo faz que não se olha para as estrelas?

Não, não é somente erguer os olhos e saber se elas estão lá ao alto. Não é apenas olhar despercebido, de relance, fortuitamente; é algo mais muito mais que isso. É decidir-se convocar a própria alma para o sublime encontro, superior, mergulhando pro alto, como se fosse o atendimento ao chamado do universo sem dimensão.

As luzes das cidades estão em todas as nossas esquinas nos tirando o melhor propósito da atenção. Muitas iscas, muitas armadilhas, muita distração. Ou quem sabe, apenas as marcas de um tempo que insistimos ocupar nas periferias das essências esquecidas?

Mas, oh, felicidade, ouvir no profundo de si o emblemático silêncio feito hino de instrumentos desconhecidos, a generosa companhia que empresta-nos asas e despertares para erguermos os pés do chão!

Ficarmos mais leves que a racionalidade do impossível!

Mas, oh, felicidade, tocar as estrelas com a prudência do respeito, veneração, seguir os brilhos nas noites repletas de ensinamentos e vidas!

Ficarmos mais leves e não mais a possibilidade do chão!

Abarcar outros meios, transcender, tomar-se de coragem e ânimo, sopro de vida, hálito divino, para chorarmos de emoção com os cantos dos pássaros noturnos, dos esquecidos grilos, cânticos em orações das rãs e dos sapos.

Eis o convite para ver – e ouvir – estrelas, não para sermos poetas; é algo mais muito mais que isso. É decidir-se convocar a própria alma para o sublime encontro, superior, mergulhando pro alto, como se fosse o atendimento ao chamado do universo sem dimensão. Sermos, enfim, poesias!

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

EM REVISTA!


EM REVISTA!
autor: Nilton Bustamante

Meus sentimentos em  posição de sentido,
passo em revista.
Repasso para marcar presença,
qual é a ausência?

Sinto falta do orgasmo  — não um qualquer — o libertário.

Qual é a culpa da liberdade?
Qual é a liberdade sem culpa?
Quando se está preso sempre sonha com a fuga.

—  A vida não é só gozo, é também desgosto, insistem uns.
— A conformidade teatral é a boa política, insistem outros.

Mas grito que não quero, que não aguento a solidão!
A solidão de um beijo distraído, gemido morto!

Abram-se as janelas, as portas!
Destelhem-se o que nos protegem!
Vamos gritar de cio, nus e sem máscaras!

Dê-me seus seios agridoces, estou com fome!
Para que poupar tanta energia?
Quero tratá-la com indecência agora e um pouco mais além.
Jogá-la às feras que são minhas crias, no circo a impiedade —  sem normas, sem horas.

Não me venha agora mostrar-me o roteiro dos seus deveres.

Para que esconder?
Tire o lenço do pescoço, afinal você não é francesa.
Vão rir de suas marcas pelas ruas e chorar em suas casas, os coitados.
Então sorria largo e desfile...

De uma forma ou outra sempre estamos em revista, então?
E se você gostar.
E se eu não aguentar?

 — Peitos para fora, cabeça erguida, em posição! Vamos nós outra vez...



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Mon Ame Bohémienne
https://www.youtube.com/watch?v=a2-zwe6bFbk


segunda-feira, 11 de julho de 2016

URGÊNCIA DE AMOR


URGÊNCIA DE AMOR
      Autor: Nilton Bustamante

Somos convocados para marcharmos no ritmo da vida, esse acontecimento histórico e cósmico, projetados que somos, mente e coração, para lançarmos o livro de nossa história nas galerias dos imortais.

É tão magnífico, tão indizível, que transcende qualquer pensamento, qualquer sentimento humano. Ainda estamos na sala de brinquedos aprendendo formas e possibilidades de construções, no entanto insistimos nas desconstruções.

A responsabilidade deu as mãos às nossas desde o rompimento do nosso despertar, desde quando fomos, pelo Divino Amor, confiados ao despertar dos dias e das noites de nosso mundo interior.

Certamente o que o nosso coração diz, quase sempre, é algo do extraordinário movimento professoral da vida, quando o entendimento transborda de outros tantos que lhe serviram de edificante cenário. Nessa ciranda universal que se agiganta e se acomoda em nossas formas-pensamentos nos mostra o momento da queda, algumas vezes; em outras, redenção.

A humanidade justifica-se o tempo todo.

O ser humano, da criança ao ancião, justifica-se da mesma forma e direção.

Cada qual faz em si o tribunal de infindáveis julgamentos. É juiz, a defesa e a agressão do medo, receio, ódio, ganância, clamor e o silêncio, faz da guerra outras mil e tantas; inocenta-se, assim, o tempo todo, as próprias tendências de antigas opiniões, as próprias decadentes andanças em círculos dos vícios e contradições. A guerra nunca justificará a paz; mas, a paz, per si, terá conectados todos os apertos de mãos, fará acordos com todas as desvinculadas perturbações, deixará a infantilidade ignorante crescer para transformar-se em Luz e Razão.

Saibamos, queridos irmãos, que esse mundo que nos acolhe está cansado de tantas incapacidades para o novo, para o melhor entendimento, para a libertação das consciências. Está até o pescoço de rios de sangue e lágrimas. E não mais poderá prevalecer o discurso que justifica antigas e novas guerras, pelo mal que se recebeu, pela desgraça que o outro promoveu; dessa forma, apenas se perpetua o sofrimento em cadeias cíclicas eletrificadas pela dor.

Não há justificativas para se eternizarem as guerras, nem as pessoais nem as coletivas.

Ao tomarmos de vez, o partido da Paz, vamos construindo, primeiramente em nós, os mecanismos das manifestações do Amor. E essas novas estruturas, essas novas partituras para as novas canções, cujos temas sempre prevalecem a vida, nos farão − e nos trarão − melhores vibrações de boa vontade. Mesmo que se demore o tempo que se deva demorar, mesmo que se morra as vezes que se tenha que morrer; mas, pouco a pouco, a cada novo gesto justificando a Paz e não a guerra, criará uma atmosfera respirável de respeito e confiança crescente; assim, chegarão aos contrários, eflúvios de representatividade de reconstrução das relações humanas e espirituais.

O respeito ao outro será chave das primeiras mudanças reais de comportamento.

Quando a vida for considerada sagrada entre os homens; quando a vida for considerada prioridade em toda e qualquer decisão, tudo se tornará mais leve. Não será o planeta a levitar, será cada coração, cada ser a se elevar para mais próximo da Divina Origem!

As doenças são toxidades que os homens se envenenam ao criar e despejarem em si suas próprias guerras!

O Bem Maior não desistiu de nós, homens planetários, mas há urgência de Amor!

Somos músicos de nossas melodias!




sábado, 9 de julho de 2016

VINICIUS BUSTAMANTE


VINICIUS BUSTAMANTE
09.julho.2016

Filho, amado filho, hoje os corações de sua mãe e o meu, logo pela manhã, se abraçaram para sentirmos o mesmo amor, a mesma energia, a mesma magia de abraçarmos também o seu.
Neste dia de seu aniversário, marco dos tempos, bandeira de nossa família, você é a nossa confiança na vida e na humanidade!

Beijos,
Papis e Mamis

sábado, 2 de julho de 2016

CRISTAIS E LUZ


CRISTAIS E LUZ
autor: Nilton Bustamante (em desdobramento de alma)
A noite parece que foi mais longa. O sono me soltou para outras andanças da alma, em desdobramento.
O essencial que veio-me ao despertar no corpo físico, foi a lembrança de um ser espiritual com atitude professoral (eu não lhe enxergava, mas o sabia pela sua comunicação mental). Explanava ele muitas orientações que confortavam o meu íntimo. Havia outras pessoas comigo, ouvindo.
O sentido foi mais ou menos assim... Vibrou-nos:
“Da mesma maneira que o sol nasce para todos, espalhando seus raios sobre toda a Terra, Deus envia de sua Luz para todos os seus filhos, encarnados e desencarnados."
"Por que, então, uns parecem que são mais iluminados por essa divina luz; e outros, não?"
− como ninguém se atreveu em responder, a resposta veio na sequência −
"Podemos dizer, para melhor entendermos a questão, que em todos os filhos de Deus são verdadeiros cristais as suas almas."
"Uns possuem cristais ainda brutos. Quando a Luz lhes chega, o refletir da luminosidade é pouca, ainda acanhada. Para outros, os cristais mais polidos, ao receberem a mesma Luz, resplandecem expandindo esses benditos raios para um campo e dimensão muito maiores."
"Então, podemos afirmar que a Luz do Pai chega divina e amorosamente para todos, e o que fará expandir essa Luz para as benditas causas e efeitos é a pureza do cristal, a pureza do ser.”
"Mas, não é lavando com água que vai deixar o cristal mais limpo. O que fará polir o cristal é o AMOR."
Luz, Paz e Amor!

fragmentos... O TEMPO E O AMOR Nilton Bustamante


(fragmentos)...
O TEMPO E O AMOR  (autor: Nilton Bustamante)

O tempo poderá corroer as Colunas do Templo, poderá levar a pó os corpos, ou ainda levar a lucidez das ideias e das lembranças para o mundo dos esquecidos.  Mas, o Amor, não. O Amor não se extingue como não se extingue a Luz; o Amor de tão sagrado e de divina e laboriosa criação é lacrado e impermeabilizado de tal maneira que jamais as ações dos relógios poderão enfrenta-lo, nem mesmo os mais atrevidos desequilíbrios das estruturas dos pensamentos e sentimentos.

 O Amor não é fantasia, não é fruto inventado da poesia dos homens, o Amor é parte daqueles que se elevam ao abrir o “terceiro olho”, daqueles que abrem as celas das realidades menores.
E convidam a todos pelo caminho à Bem-aventurança, pois o Amor quanto mais se oferta, mais a abundância. Quanto mais conexões entre corações, mais se ouvirá ao Criador. Quanto mais a generosidade, a bondade, virá a compreensão em voo certo e belo, e pousará no campo mental da razão. Quanto mais o Amor, menos as lágrimas desnecessárias que deixam o íntimo em deserto estado alucinado e febril. Quanto mais o Amor, menos as dores do mundo a ulcerar a paz. O orgulho e a vaidade deixam de ter significado, não perderemos mais tempo com essas bandeiras de mensagens vazias, ideologias fracassadas inventadas pelos homens eu suas reuniões nas cavernas da evolução. Saibam, homens, que a Luz é maior que todas as constelações vistas, imaginadas ou sonhadas. Saibam, homens, que os atritos dos desencontros das intenções infantis não terão importância alguma, significado algum, serão palhas secas roladas pelas ações dos ventos.

O Amor não é cego, ele vê.
O coração que era ferido, depois do Amor já não sente dor alguma.
O sentimento que era tão feroz, depois do Amor, amansou.
A imaginação que antes de tudo era sonho, depois do Amor, acordou...

O Amor será Amor mesmo quando os corpos serem outros, depois de virarem pó.
O Amor será Amor mesmo quando as colunas que edificaram, não serem mais nada depois que o mármore também ser pó.
O Amor será Amor mesmo quando não mais o tempo, depois de todos os relógios dos tempos e das horas forem redenção. 

O Amor será Amor mesmo quando desencontrarmo-nos dele.



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Vivaldi
https://www.youtube.com/watch?v=RMHguvZPcqQ&


sábado, 11 de junho de 2016

AS DEZOITO COISAS PARA ENTENDER A MENINA


    AS DEZOITO COISAS PARA ENTENDER A MENINA
    Autor: Nilton Bustamante

    E por falar em varais,
    ficar pendurando o que for preciso − e o imaginário − e o que desejar
    colocando cada peça, uma após outra, ao longo dos quilômetros

    E por falar que gosta de lavar pratos,
    ficar almoçando seus pensamentos, sozinha,
    não deixando nada pra ninguém, já que ninguém vai mesmo entender

    E por falar que a cantada mais desejada:
    ser catada feito chuchu espremido sem poder fugir da marmita
    e ser comida pela fome de lobisomem, nem fera nem homem

    Faz a menina sem idade alguma, com todas as idades do mundo,
    sonhar ainda com números, quebrados e inteiros, tortos e zombeteiros,
    teatro das possibilidades e devaneios,
    matemáticas das palavras
    moldadas em foguete de latas lambidas, combustível lambuzando o corpo
    para trepar na lua – ouvindo os uivos perdidos nas noite escuras...

    É que a alma é mesmo assim, retalhos,
    monte de coisas, abstrações,
    situações, organização desorganizada,
    quebra-cabeça,
    caquinhos começados para o grande mosaico, o maior de todos,
    juntando tudo até o pescoço:
    as dezoito coisas para entender a menina

    É que a menina é mesmo assim, procura!,
    – sem saber o quê −,
    dentro da máquina de inventar fotografias






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    Draw Your Swords - Angus And Julia Stone
    https://www.youtube.com/watch?v=bsusuAkw5_c
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quarta-feira, 8 de junho de 2016

ÚNICA



ÚNICA
Autor: Nilton  Bustamante

Olhos cansados,
Pés descalços, e eu aqui pra te dizer...
Eu quero ser unicamente única
Eu quero ser sua única refeição

Vida feita
Da imperfeição, e eu aqui pra te dizer...
Eu quero ser unicamente única
Eu quero ser sua única refeição

Gestos moldados em cada opinião
Lançam palavras ao ar
Que se vão longe, longe, longe
Na primeira distração
Encontro dos lábios adoçando bocas amargas
Nascendo o beijo, nascendo estrelas em nossa constelação

Pedras já não falam mais do que o necessário
E o que faço para te ver sorrindo, ser palha e fogo,
Vulcão jorrando, bala de canhão me jogando longe, longe, longe?
Mas amanhã sim, quando tudo chegar ao fim...

Eu quero ser unicamente única
Eu quero ser sua única refeição
Eu quero ser unicamente única
Eu quero ser sua única refeição




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The Verve - Appalachian Springs

terça-feira, 31 de maio de 2016

ALIANÇAS SEM NOMES



ALIANÇAS SEM NOMES
Autor: Nilton Bustamante

A menina esticando o chiclete entre os dedos e a mordida indecisa
nas domingueiras do Palmeiras,
ensaiando os próximos passos, os próximos compassos
que a vida permitia
entre os estragos de cada grito, de cada desfeita doméstica
nas quedas do castelo de cartas de baralho tentando ser um lar...

A vontade de sumir e de ficar.
O amor que não se decidia em a todos entender
ou de acusar
os desencontros do carinho e certa solidão.

As duras batidas na bigorna da vida
fez da menina quase de alma dura,
mas que se derretia feito manteiga em chama silenciosa.
Era preciso mostrar-se forte para ser pele grossa
e suave, na primeira distração, como a brisa invisível em busca de liberdade,
a vontade de viver, quem sabe, algo de outra cor, algo mais bonito,
longe dos mesmos conflitos, longe das novelas da tevê...

Quando masculinas mãos fizeram a grosseria
percorrer o corpo da menina,
não souberam a delicadeza do coração,
foram alvos de portas dos carros batendo, fogo pelas ventas cuspindo decepção.
Quem quis ser corpo sem alma
ficou a ver pelos meios-fios navios sem graça, não zarpam nem viajam, não vão pra lugar algum,
pois a menina parecia ser toda mulher, havia crescido, mas no íntimo um quê de sonho,
algo da delicadeza que pedia,
quem sabe implorasse pelo olhar a mais linda viagem,
outras formas de encontros, algo além da pele, outras formas de se tocar e sentir...

A menina com o riso fácil não se confundia,
franqueza nas palavras e nos gestos,
não deixava barato o que não era certo,
a alma já possuía desde muito outra disciplina, outra noção
do justo, do acerto, e do correto,
soubera desde cedo o valor e a diferença do sim e do não,
pagou o preço quando foi preciso,
mas não se arrepende nem se arrependeu
do que a língua não engoliu e falou.

Amou,
foi feliz, acreditou no que quis,
foi cinderela, foi gato e sapato,
mas, na hora de decidir soube o que era o melhor para seu coração,
e o seu coração lhe falou na altura e no tom o que precisou, deveria decidir-se,
escolher-se era o melhor das escolhas, pois, afinal, a felicidade não está no outro, está em si mesma.

Chorou,
quando teve que chorar,
esmurrou o ar quando teve que soltar suas feras.
E a vida?, bem a vida continuou...

Nesses mapas das existências, as conjugações de todas as constelações, de todas as estrelas das poesias,
o amigo (que escondia em si o papel de poeta) aventurou-se, tímido, nos verdes dos olhares da menina,
− havia ela dezesseis primaveras−,
perto-longe ele ficou esperando, esperando, esperando,
quem sabe, a vida mostrar-se-ia quando a melhor das horas.

E o tempo passou, muito tempo...

Abriu-se novamente o coração da moça, quando na Lua tornou-se musa, e da canção
a poesia mais sentida do afortunado poeta.
Vieram as duas melhores estrofes, os filhos! E o céu ficou ainda mais bonito!

E o poeta deixou de prestar atenção no tempo, −há mais o que fazer, há outras importâncias−,
aventurar-se, tímido, nos verdes dos olhares da mulher, cabelos ondulados, feito ondas,
rios de prata, e a cada passo da dança da vida, algo do amor...

Há tanto por dizer, tanto por sentir...

A musa e o poeta, quando se uniram,
não gravaram seus nomes nas alianças, mesmo agora, trinta e três anos depois,
pois, sempre souberam o nome de quem um e outro mais amou.

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Johnny Mathis, Evie
https://www.youtube.com/watch?v=63Luo3TXw54

sábado, 14 de maio de 2016

(fragmentos) Asas com asas by Nilton Bustamante)


Asas com asas
  Autor:  Nilton Bustamante

Acho que me visto de madrugadas,
fones de ouvidos,
coração de raios neons e pulo som abaixo,
me deixo alcançar pelas tristezas de algumas espalmadas mãos
que desejam desejam desejam desejam um simples toque de quem diga que, sim,
você está aqui, estou te vendo!

Ficar triste às vezes, é o primeiro degrau para tocar a felicidade.

Então toca toca toca... tudo o que desejar, das coisas mais simples...
até encostar asas com asas e seguir por aí.

Que amanhã será minha vez de espalmar minhas mãos...









O VOAR


O VOAR

Autor: Nilton Bustamante

A cama está em pé, recusa meu sono; e em pé durmo a vontade de alcançar a guitarra,
tocar lindo como beijar os cabelos coloridos dos sonhos meus...

Eu sei que sei...

Fecho os meus olhos e o coração dispara,
alcançar primeiro o que me chega depois; mas, sim, o amor não espera, grita, esperneia e pula do tapete

− que o chão é alto muito alto, alto demais
quando se deseja o desejo −,

amar curvas desgarradas pelas ruas vazias, andando madrugada, fingindo que se sabe fumar, fingindo que se vai encontrar,
qualquer momento, subway, underground, meus porões, tudo que ficou a sete chaves.

Hoje estou assim, um som de 2008, The Verve nos fones de ouvidos, e a imaginação suando pingos de liberdade!

Eu sei que sei... o voar.




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The Verve - Appalachian Springs




sábado, 30 de abril de 2016

ESTRELAS E CÉU


ESTRELAS E CÉU
autor: Nilton Bustamante

Junto ao frio,
estrelas arrumadas em um céu se mostram.
Meu coração telescópio traz para perto, muito perto, algo que nem mesmo sei dizer,
algo que abraça o mundo,
essa vontade do encontro,
a vontade de viver
marcado pelo tempo que não sei porque insiste como se primeira vez
descobrisse o amor,
dando o peito,
navegando pela lágrima que aguarda sua vez.

Andando de pé em pé pelas letras,
como fosse possível pelas palavras ser levado para mais perto,
sobre a montanha que canta,
encontrar seus olhos,
batermos nossas asas e voarmos feito livres pássaros
que sabem o melhor dos tempos e das horas
juntos os corações,
que se alegram e suspiram a mesma ilusão.

Hoje está frio, quero seu corpo no meu como se fôssemos astronautas
viajando ao longo dos abraços,
darmos voltas ao cosmo de nossas almas,
fazermos ninho,
virarmos estrelas para ficarmos olhando um pro outro
nesse céu de nós dois.


Hoje está frio, meu amor,
e o céu está lindo como se fosse primeira vez...




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Roberta Flack The First Time Ever I Saw Your Face
https://www.youtube.com/watch?v=Id_UYLPSn6U

sexta-feira, 29 de abril de 2016

"EU TE DESEJO EM DOBRO..."



“EU TE DESEJO EM DOBRO...” Autor: Nilton Bustamante “Eu te desejo em dobro tudo que me desejares”! Essa é uma expressão ainda usada por muitos! Porém, aquele que se expressar dessa maneira com sentimentos de benevolência e agradecimento, acreditando que do outro coração somente ensejará o Bem, então a consequência lhe fará feliz em seu intento, seja qual for a real intenção daquele outro coração, escondida ou não. “Eu te desejo em dobro tudo que me desejares”! Essa é uma expressão ainda usada por muitos! Contudo, aquele que assim se expressar com o sentimento repleto de artimanha, achando-se senhor das palavras e dos acontecimentos, acreditando assim que deixará o outro coração embaraçado e dominado pelo ameaçador aviso, no qual caso processar o mal receberá em dobro esse mesmo mal. Porém, pela Lei do Retorno, essa forma de agir e pensar terão tristes consequências, pois se aquele outro coração foi-lhe sincero nos votos do Bem, então não se terá o mérito de receber esse Bem; e na outra possibilidade, se recebeu a intenção do mal será duplamente penalizado por si mesmo, pois desejou pela própria boca um mal muito maior, o dobro.

quarta-feira, 13 de abril de 2016

A VIDA A TEU LADO


A VIDA A TEU LADO
Autor: Nilton Bustamante
Ah, se tu soubesses, amor meu,
o que faço pelos dias, pelas noites,
ser vidraça,
ser silêncio a me vestir de sereno,
deixar suave e macia
a vida ao teu lado,
para não te ver sofrer.
Amor meu,
se tu soubesses...
Faze mais que a chama
em minhas asas de cera a me largarem
das infinitas alturas, esquecidas de mim mesmo.
Ah, amor meu,
se tu soubesses...
Correndo nos campos meus,
livre flores às mãos
sorrindo,
apanhando ventos
em rodamoinhos de adeus
sairia em desejado abraço
deixaria de ser lembrança,
ficaríamos segurando taças vazias
olhando os dias vindo quentes em noites frias
e os olhos teus carregando os meus
em perdições que não consigo entender
que não consigo saber
o que poderia vir depois
quando seríamos apenas instante sem tempo,
tudo que se queria
tudo que se permitiria, até mesmo ser feliz
Ah, amor meu,
se tu soubesses...
Como amo o amor teu, serias filme sem final:
todas as vezes que teus olhos fossem fechados
todas as vezes se abririam
nos meus
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Cristina Branco - Fria Claridade (fado)
https://www.youtube.com/watch?v=b4sVIhYYqrA
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