quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

AZULEJOS AZUIS NO PEITO


   (06/12/2012, 01h06)
AZULEJOS AZUIS NO PEITO    
Autor: Nilton Bustamante

Que ventos estremecem as tuas velas
Em perdidas noites? 
Em cada corte d’águas aventureiras
Pela proa a incerteza de chegar o porto das vontades distantes,
Que gira feito estrela ao alto, que de tudo sabes mas não chega
Às minhas mãos, não cedes a esta minha sedenta oração...

Ai, caravela da saudade!

Traga consigo a jura, destas dos altares
Que não receia 
Nem as ventanias mais bravias nem a mais bruta gente
Que nada sabe deste amor que me singra e sangra
Por inteiro...

Este lenço branco de adeus, que de paz nada me fez, 
Nada me trouxe,
A não ser esta tristeza, esta vontade de chorar Lisboa 
Pelas ruas o abandono, 
Quem sabe alguma canção que ainda possa
Alegrar-me mesmo que por minha tola distração
Sem me dar conta que sou marinheiro
Que segue olhos fechados ao estrangeiro, 
E receia ao próprio coração...

Estes azulejos azuis de mil pedaços em meu peito,
De mil vidas vividas fadadas em minh’alma serem prisioneiras,
É que eu preciso tanto quando estou longe de mim,
Pra eu saber voltar, pra me fazer lembrar
Que tenho um céu, um chão e um amor que deixei pra trás,
Que preciso voltar, 
Não há mar neste mundo de Deus que vença
Este desespero do branco lenço do adeus...

Antes nenhuma gaivota, 
Nenhum sinal de terra ao longe da vista,
Antes um alto sem céu,
Um mar a assustar um aventureiro,
Que um coração de alma marinheira sem uma caravela, 
Sem uma saudade,
Sem um lenço no porto a lançar um adeus, 
Sem um amor pra poder voltar...






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Rafael Fraga: Canto de Amor (Carlos Paredes)

https://www.youtube.com/watch?v=Z8cZJ9uR1XU


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segunda-feira, 3 de dezembro de 2012


PRA NENHUM LUGAR
Autor: Nilton Bustamante
O tempo nas luzes dos faróis
Vira fumaça
E eu vendo tudo sem saber o que fazer
Mais um ônibus que passa, passa, passou
Eu sentada na calçada vendo o mundo girar, girar
As folhas caindo das paredes
Virando saudades
Miragens em mil nuvens pra nenhum lugar
Eu sentada na calçada sentindo a cabeça girar, girar
Quando será o dia?
Essa saudade em meu peito pra nenhum lugar,
Ouvir a voz, sentir o olhar
Já vi você chorar
Talvez aquele amor não foi tão bonito assim
Eu sentada, esperando, esperando, tudo recomeçar
Mas, a vontade é grande, a vertigem é louca
Eu sem saber o que fazer
Tanto por dizer
Mil pensamentos pra nenhum lugar
Algo que me faça sonhar, carrossel vindo do céu
Onde tudo é poesia, pra me fazer amar
As folhas caindo das paredes
Virando saudades...
Eu esperando, esperando, você chegar

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domingo, 18 de novembro de 2012

GATA LYS E SUA ESPERA


GATA LYS E SUA ESPERA Autor: Nilton Bustamante Chego mansa, de mansinho, anteninhas alertas − perigo constante − pois a vida é pouca, somente sete. Antes, piso leve, de levinho, cada unha, canivete feito pluma pairando pelo ar − sou quase sombra – estou em tudo, nenhum lugar, dá pra imaginar? Ah, que saco, ficar sozinha! Esperando, esperando o anoitecer de quem prometeu voltar. Pulo, mio, faço rom-rom, dou chilique − quem ama sabe – afinal, sou passional, sou animal! Não me importo botar o meu miau no mundo, chamar a atenção, que se dane a vizinha, é que a saudade é tanta, tanta, o jeito é ficar brincando com o dia esperando a noite chegar... Ops! Psiu! Lá vem quem eu espero com lanternas no olhar. O barulhinho do elevador... Chegou a mammys fazendo graça, fazendo festa... Não deixo por menos, faço pirraça, faço tipo só pra me valorizar... Ah, nãoooooooo! Tudo estava tão bemmm, mas, ela, a mammys, agora – imagine – começa a cantar?! Dou uma mordida − ela vai reclamar, eu sei − mas, quem tem ouvidos pra aguentar? Ihihih! Miau pra você, mammys, miau miau! Vamos brincar? :)


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sexta-feira, 26 de outubro de 2012



PALAVRAS DE AMOR

   Autor: Nilton Bustamante


− Uma noite
Você falou:
Queria amar
Sentir a vida
Sentir o amor −

Hoje até poderia fechar
Meus olhos
Abrir meu coração
Pra você entrar
Ficar dentro de mim...
Falar coisas de amor
Shangri-la
Qualquer lugar
Arranhar paredes com as unhas
Cortar os dias, rechear com as noites
Lençóis em camas macias

Seu nome quase não consigo mais
Só algum gemido, algo subentendido, que a vontade
É maior que tudo, maior mesmo que o medo
De ficar sem você outra vez...

E não suportar esse doce das canções

 

 

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Angus And Julia Stone - Draw Your Swords
http://www.youtube.com/watch?v=bsusuAkw5_c

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      SEU BEIJO
Autor: Nilton Bustamante


Nuvens ameaçam lá fora,
talvez chuva.

A umidade chega antes,
Muito antes os trovões, tambores da guerra,
Intimidam.
E eu não fujo, abro o céu do meu peito, abro a camisa,
Saio na busca do confronto.

Deixo chover em mim.

Deixo livre de alguma forma a minha entrega, a minha espera...
Sei que você mandou seu beijo pra mim.
Você me disse que confiou ao vento que se apressasse,
Que viesse ventania passando por cima de tudo e de todos,
Entregasse quanto antes.

Caso de suspiro e vida!

Está vindo, vindo, vindo, está perto, perto, eu sinto...

As nuvens, a chuva, os trovões
Não me impedirão de buscar seu beijo em mil gotas
Com a palma de minha mão...

Ser imortal, mais uma vez!



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Oasis - Stop Crying Your Heart Out
http://www.youtube.com/watch?v=LB89kQ8svEE&

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terça-feira, 23 de outubro de 2012


SINOPSIS DEL LIBRO:  MANOLO OTERO POR MANOLO.

Manolo Otero fue uno de los grandes cantantes  románticos del mundo y gozó de mucho éxito. Él ganó varios discos de oro, inclusive en Brasil, donde, más tarde vino a instalarse en la ciudad de Louveira, SP.
Su primer gran éxito fue la canción Todo el Tiempo del Mundo, se mantuvo durante meses en el primer lugar de las listas de ventas  en la mayoría de los países de habla hispana.
Manolo era considerado el hombre más guapo de España, actuó en muchas películas, incluyendo  películas con Charlton Heston,y varias obras de teatro. Fue protagonista de amores  explosivos, con las mujeres más hermosas: reinas de belleza, modelos y personajes famosos del mundo del arte. Su primera esposa, María José Cantudo,  fue la primera actriz en España que  apareció completamente desnuda en  las revistas .La pareja llevó una vida de desacuerdos e intrigas, proporcionando abundante material para las revistas del corazón , dentro de las cuales   se arrastran la vida íntima de los artistas.

El lector se sorprenderá por la persistencia de Manolo  por perseguir su sueño de convertirse en cantante.
Recorrió un largo camino, lleno de vicisitudes. Hizo un poco de todo en la vida :   hizo algunas chapuzas aquí y allá ,   . Fue también el  actor de radio de mayor éxito en España, con la novela "Lucecita", todo un fenómeno y tuvo  record de audiencia.
Es importante mencionar  que fue Manolo Otero , cuando trabajaba como modelo en la pasarela, quien introdujo la música en los desfile de modo, ya que antes todo se hacía en un silencio fúnebre.
Muchos artistas famosos han pasado de alguna manera por la vida  de Manolo Otero, entre ellos Roberto Carlos y Julio Iglesias. Incluso Manolo y Julio  comenzaron  juntos su carrera como cantantes al ser contratados para presentarse en el Festival de Benidorm, el más importante de España, llegando a  compartir la misma habitación de hotel. En  este relato, el lector se enterará   cómo surgió la idea de Julio Iglesias de  cantar siempre con la mano en la parte superior del estómago, que continúa hasta el día de hoy.

El lector tendrá también  la oportunidad de reírse de muchas situaciones cómicas, como en la  que Manolo Otero, en función  de productor, iba desesperado, de cuartel en cuartel en busca de fusiles , parte  esencial del   programa que se iba a transmitir  en vivo. , Sin embargo, también se emocionará  con situaciones muy tristes, como las que antecederán su partida, y su lucha contra el cáncer.

¿Cómo nació la idea del libro?
Debido a las  innumerables peticiones de sus fans, y la necesidad de exorcizar sus fantasmas, Manolo Otero ,sin tener que preocuparse  demasiado sobre de la exactitud de las fechas, pero sólo con los "hechos", hizo innumerables notas en los manuscritos originales, siendo una fuente de investigación para su libro.  Manolo Otero tuvo una extraordinaria cultura, y un apetito voraz por los libros, desde problemas de  trigonometría hasta  filosofía.
Lamentablemente, Manolo murió  Su viuda, Celeste Ferreira, invitó al  escritor brasileño Nilton Bustamante (quien se ha destacado con honores  en dos academias de la cultura de París), para armar el rompecabezas y dar cuerpo al alma de estas experiencias increíbles.
Con muchas fotos, el libro nació "Manolo Otero, por Manolo".


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quinta-feira, 18 de outubro de 2012

(RE)ENCONTROS



(RE)ENCONTROS
"Autor": Nilton Bustamante

Agoniza uma jovem em seu leito hospitalar e em um virar de rosto, como se não quisesse ver a própria morte, dá seu último suspiro. Falece.

Vai-se o último suspiro, vem o silêncio.

Naquela ausência de vida, o silêncio avança, alcança quem mesmo não quer nada mais. A agonia instala-se naquele lugar, naquele quarto de hospital, o silêncio insiste e permanece, não disfarça.

Passa-se o dia, entra outro e mais outro... o tempo flui.

Finalmente, como não poderia deixar de ser, reúnem-se os amigos da jovem que partira sem dizer adeus, da jovem que foi-se sem despedida em último suspirar dos pulmões, que outrora foram repletos de vida. Sem jeito de iniciarem qualquer tipo de assunto, numa distração qualquer a conversa começa de forma amena e, logo toma corpo da controvérsia. Das lembranças gentis, melancólicas, chegam os questionamentos, alguns aborrecimentos, algumas opiniões entre ranger de dentes... A maioria era também de jovens, com mais perguntas que respostas.

Uma moça mais frenética, fala, sem rodeios, à todos:
− Deveríamos tê-la avisado de sua condição, de sua doença, falarmos sobre o câncer. Pelo menos ela teria como lutar, do jeito dela, mas a chance de lutar! Mesmo quando o corpo está em desvantagem, a alma pode crescer e resistir...

Outro, interrompe:
− Não, foi melhor assim, pelo menos ela não sofreu além do que já sentia! Porquê deixá-la, naqueles dias, ainda mais com o peso da angústia de saber sobre a doença. De que valeria a pena? Em menos de um mês, da primeira dor ao falecimento, tudo tão rápido...

E assim, continuou, atritos de opiniões, o que deveria ter sido feito, e dito ou não dito nem feito...

Quando, todos já cansados, sem irem a lugar algum, resolveram, então, orar em favor da amiga que partiu...

Eu notei que as preces tornaram-se uma luz em expressão, condensada, irradiando de coração a coração o melhor que se podia sentir, amorosidade em favor da amiga. E aquela energia tomou forma, o suficiente para ser colocada sobre mãos que desejam doar. Nisso, todos olharam para mim, e num gesto sem pensar, sem ensaiar, sem mesmo antes desejar, abri minhas mãos em concha, receptáculo daquela energia, daquele “presente”, daquela "lembrança" de amor para ser entregue aos céus, em favor da jovem que passou dessa dimensão à pátria celestial.

Comecei a me elevar, sem asas; comecei a ir ao céu, sem medo, sem receio das alturas, cada vez mais e mais alto. E minhas mãos já em posição de oferenda, à frente, ao alto de minha cabeça, sempre em sentido retilíneo, ângulo de 90º graus... Até que “bati no céu”. Sim, algo interrompeu-me, mostrando-me que ali era o final da jornada.

Como pude “bater” em algo? Como poderia o céu ser tangível?

Quando, para minha enorme surpresa e alegria, percebi que eu estava em desdobramento, com a alma livre do jugo do corpo físico; vi que o céu, nada mais nada menos era a face, em largo sorriso, da jovem que partira...

Ela aguardava, feliz, o presente de seus irmãos-amigos antes de continuar sua viagem.

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Vivaldi
http://www.youtube.com/watch?v=WX83BSR0mug



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N.A.: esse texto é o relato do “desdobramento” que tive oportunidade de vivenciar em 19 de outubro de 2009.

domingo, 14 de outubro de 2012


 O QUE DISSE O AMOR
   Nilton Bustamante

Um piano em suave canção dando asas ao meu coração
Voando com o vento
Feito grãos de areia que passeiam pra lá e pra cá...
Tocando os meus sentidos, levando a emoção pra viajar,
Quem sabe chegar aos seus ouvidos,
Me render nas palmas de suas mãos...

De quem acreditou
Que um dia seria assim, suspirar o nome do amor...

O outro lado que o espelho reservou,
Mostrou que não era mais quem eu era, quem sou,
E sim a sua imagem olhando dentro dos meus olhos
Caídos diante da entrega,
Sentidos imortais de quem ama, de quem acredita
O que disse o amor...

Voando com o vento
Feito grãos de areia que passeiam pra lá e pra cá...
Suspirar seu nome
Toda vez que um piano em suave canção dando asas ao meu coração

De quem acreditou
Que um dia seria assim, suspirar o nome do amor
 

...                                                                                                            
http://www.youtube.com/watch?v=z7j1uogI02A
Elton John

 

 

 

quarta-feira, 10 de outubro de 2012


QUANDO TUDO É AMOR
Autor: Nilton Bustamante
Seus olhos sem cortinas
Sem painéis
Simples que são
É viagem para minha canção que fala e suspira de amor
Esses olhos
Que já foram secos em outras estações também souberam o que é ser molhadas flores
Oferecendo a certeza das estrelas nas noites do tempo
Sem se importarem se era inverno, se era verão
Fico aqui olhando seus verdes campos sem você saber
Que minhas manhãs já foram solitárias
Foram de muitas paixões, foram distrações quaisquer
E agora são doces momentos, poesias que se espalham em névoa fina
Aguardando você ligar,
Esperando você chegar pra eu abrir o portão
Dar apertado abraço e suspirar o melhor da vida
Ao seu lado,
Sendo levado pelo seu olhar e conhecendo a certeza das estrelas nas noites do tempo
Quando tudo é amor, quando tudo é atração...
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Johnny Mathis: Evie
https://www.youtube.com/watch?v=63Luo3TXw54
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sexta-feira, 5 de outubro de 2012


DE PLANETA EM PLANETA
Autor: Nilton Bustamante

vídeo:
http://www.youtube.com/watch?v=OJQuzpJIvRQ&feature=g-upl


Quando passei pelo planeta das Flores,
estava com meu livro da vida, reparando, página por página,
tudo aquilo que pesava à minha consciência...

Tudo era tão colorido, perfumado, tanta paz... Por onde a visão chegasse.

Ao final, livro amplo, meu espírito descansado, refeito das andanças anteriores,
levaram-me aos pés de Deus. Pedi uma nova tarefa e forças:
Trouxeram-me para visitar um planeta, outra nave-escola,
já conhecido por mim: Terra.

Fiquei deslumbrando aquela Engenharia Divina, tão espetacular,
tão envolvente, tão pulsando vida... Não pude aguentar, orei.
Meu pedido de uma nova missão para semear o amor, foi atendido.
E vim poeta para amar.

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nilton.bustamante@superig.com.br

terça-feira, 2 de outubro de 2012





PRA MENINA VIOLETA
   Autor: Nilton Bustamante

Pula menina, molas nos pés 
Sonha menina, corre no monte, fica gigante pra beijar a lua, pra abraçar o sol
Dança que música é alegria, gira, gira, gira o mundo todo em si,
Em todas as notas, todos os tons

Pula menina, desce, se entrega, escorrega no amarelo do escorregador
Sobe a escada e tinge o céu com seu nome, tinge tudo de violeta e azul
As areias são castelos esperando suas mãos, brinca, faz de conta
Sonho encantado de princesa, sorri pros olhos de quem ama você

Hoje o verde desenha plantas, matas e quintal
Hoje o perfume é outro, outra delicadeza, outra certeza
Que o amanhã levará esses encantados sonhos pra você reviver
Toda vez que se lembrar dos tempos da menina com molas nos pés
Correndo pra beijar a lua, pra abraçar o sol...

Pula, pula, pula a alegria do seu coração...

Pula menina, molas nos pés é infância feliz



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segunda-feira, 1 de outubro de 2012



ESTOU CHEGANDO
Autor: Nilton Bustamante

Espere um pouco mais, meu amor, estou chegando.
A velocidade não acompanha o que vai no peito.
Esta felicidade,
Montanhas abraçadas pelas estradas
Nos chamando pra mais um encontro,
Mais uma motivação,
Acreditar na vida, nas flores e andar pulando com pé só
Nos riscos das calçadas
Sem se importar,
A melhor das opiniões é mesmo a do amor

Andar sozinho também faz bem,
A gente presta mais atenção,
Sentir-se feliz ao entregar o lado mais bonito,
Parar só para ver o sol se esconder

Ah, o céu agora tem o teu rosto
Sorrindo pra mim...
Ouço tua voz cantando comigo esta mesma canção

Espere um pouco mais, meu amor, estou chegando

O desespero com minhas mãos na cabeça,
Quanto tempo ainda vai demorar
Pra gente se ver, pra gente se amar?

Espere um pouco mais, meu amor, estou chegando

Pra gente ficar sobre almofadas,
Pra não doer,
Sentir-se no alto do mundo,
Escorregar montanha abaixo,
Recomeçar até chegar os raios da manhã...

Meu amor, estou chegando

Olhando nos olhos a imensidão blue skies
Doendo no peito a falta de cada beijo
Este desejo comido cru, a vontade de gritar
Essa vontade de você


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Blue Skies
http://www.youtube.com/watch?v=Dg7E9wEQVOA

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O MENINO E A MUDA NO TORRÃO


O MENINO E A MUDA NO TORRÃO
autor: Nilton Bustamante

Em uma das mãos o sábio menino faz o sinal de duas vertentes, dois íntimos significados: Paz e Amor; e em outra uma muda, planta que se apoia no torrão junto ao coração, portal do amor.

Chegará o tempo, que o menino crescerá e talvez suas asas queiram experimentar os voos em outros céus, outras alturas, outros ares... Mas, oh, Terra Mãe, pelo Amor de todos os limpos de alma, em nome daqueles que trazem mudas de árvores no peito e no coração, conservai esse ser, esse menino, esse rapaz que será homem um dia, que seus olhos, sua seiva e seus cantos sejam das árvores, dos pássaros e dos animais...


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sexta-feira, 21 de setembro de 2012

A PRIMEIRA VEZ QUE VI O AMOR



A PRIMEIRA VEZ QUE VI O AMOR
Autor: Nilton Bustamante

A primeira vez que vi o amor
Foi em um simples olhar
Muitas coisas aconteceram,
Muitas coisas mudaram dentro de mim,
Sem eu poder explicar...
Esse sol
A primeira vez que vi o amor
Esse sorriso feito rio que se vai ao longe
E o coração assim sem saber o que fazer
Quando acorda e não sabe onde está
Pude ver dois pássaros indo ao alto
Planando no vazio dos céus
Além dos tempos...
Esse sentir de corações se tocando
Foi em um simples olhar
E eu sumindo em seus céus
Pra nunca mais voltar




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OASIS
https://www.youtube.com/watch…
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SEGUIR ADIANTE


SEGUIR ADIANTE
Autor: Nilton Bustamante
O que me move nem mesmo sei dizer
Antes pensei que fosse esse sonho
Dentro das noites
Seguindo esse tempo, me deixando levar
Feito pluma
Ao sabor dessa imensa vontade de você que deixa o meu horizonte mais belo,
Mais bonito, mais assim, você sabe, você sabe bem...
Hoje estou assim, meu coração a vela
Sendo levado, cantando um blues,
Quem sabe o amor
Chega manso no porto que leva seu nome?
Não se assuste com essas marcas,
Algumas feridas não secam
Sangram aventuras
Que gosto de guardar...
E nem mesmo acreditei
Que seria capaz
Ter a coragem de me entregar assim,
Se contorcer a dois com uma baita vontade de voar como uma luz
Que se lança em felicidade pelo olhar, que vai às alturas
E só depois pergunta como se faz para voar, pousar
Nessa tentativa descabida em que os corações apaixonados
Se aventuram nos céus,
E que são eternas e doces brincadeiras a dois pelas madrugadas...
Querendo, depois, como quem não sabe de nada,
Despertar com um sorriso e sobre a cama deixar certos segredos
Pra ficar lembrando depois, tudo o que aconteceu,
Querendo rir baixinho, ficar com a sensação
Que somos cartas marcadas no jogo do amor...
Somos mesmo assim...
Caminhando por olhares profundos, confusos,
Sabe-se lá
Suspirando o claro das manhãs
Sem saber o que o destino fará
Se será o macio da entrega
Ou outra ferida que virá...
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Sarah Vaughan / Misty
http://www.youtube.com/watch?v=yJ-9IBZaydQ
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quinta-feira, 13 de setembro de 2012

ENTRE CORAÇÕES


ENTRE CORAÇÕES
Autor: Nilton Bustamante


Entre corações que se ligam no Bem, só transita o Bem!




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(Madredeus - Haja O Que Houver):
http://www.youtube.com/watch?v=65JXzQqhR40



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sábado, 8 de setembro de 2012



MENINA VERDE
  Autor: Nilton Bustamante

Rios de mil lágrimas de uma vida toda podem sulcar a face de alguém. Podem os raios de outros mil olhos, outras mil bocas quererem ulcerar as luas que virão, poderão até os homens se esquecerem das canções nas janelas que tiveram um dia endereço que foi certo. Tudo pode nessa vida, tudo então até a mulher deitar nos braços da mata, sentir o calor do galáctico abraço e ouvir o próprio coração correndo os rios de mil lágrimas de uma vida e a alma de menina que dançou na noite anterior com duendes e fadas sobre as matas de mil verdes e tons. 

quinta-feira, 6 de setembro de 2012






 AMORE CHE VIENI, AMORE CHE VAI
   Autor: Nilton Bustamante

Amor que vem
Amor que vai
Nesses canais de Veneza
Essas incertezas
Dos encontros que sonham em travesseiros separados
Pelo tempo bom que veio, que se foi...

Você sabe bem
Que eu lhe trago em meu céu
Esse sol dando cor pelos caminhos
Em cada flor que espera
Que um beijo seu faça a escolha do amor

E sobre os telhados
As cores vencidas pelo tempo
Deixam imagens, deixam saudades,
Que os novos enamorados buscam
Histórias de amor,
Amor que vem,
Amor que vai...

E essa vontade de chorar que não me sai, não me sai...
Amore che vieni, amore che vai...
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AMOR QUE VEM, AMOR QUE VAI _ poesia de Nilton Bustamante


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ATELIÊ DA ALMA



ATELIÊ DA ALMA
 Autor: Nilton Bustamante

 Necessitamos de momentos poéticos para nos preparar em resvalar os desejos, os sentimentos e tudo o que for infinito na própria alma...

 Saudade, esperança, alegria, tristeza são apenas carruagens que insistem caminhar nos cantos mais escondidos da alma, por vezes desconhecidas, por vezes esperadas, por vezes sonhadas...

 Andar poético é seguir campos sem horizontes, que de tão longe estão além do olhar, e mesmo assim carrega-se ao fundo aquele sentido, aquele acreditar repleto de fé, esperança, que sempre está a um dedo do alcance de tudo que se deseja tocar...

 Sentir a poética é andar por muitos tipos de desertos e selvas, seguindo lanças de luz que vêm dos céus não para ferir, mas para salvar o andarilho que tateia a escuridão...

 Exercitar os sentimentos é lembrar que se é humano.

 Ler poesias é como fazer amor, não cabe a pressa. O ritual é o começo de tudo!

 Expressar os sentimentos, pouco a pouco, cada vez mais e mais sensível, sutil e sereno, deixar de ser pedra para ser amor e repartir o sonho que se sonhou...



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 Ennio Morricone – LA CALIFFA
 http://www.youtube.com/watch?v=Ue8emVM2xE8






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sexta-feira, 31 de agosto de 2012


 
NUDEZ DA ESCURIDÃO
     Autor: Nilton Bustamante

Canhão de luz dispara o seu foco sobre mim nesse mundo escuro.
Além de mim o vazio...
Além de mim o escuro do que eu não sei.

Canhão de luz dispara o seu foco sobre mim, me deixe nu.
Deixa à mostra tudo que eu atraí, tirei do mundo e larguei por aí...
Torna-me alvo nesse palco, nessa cela, nessa roda que gira em volta de mim.

Não consigo ver esses rostos no escuro que riem, vaiam
Entre suspiros de indiferença, indignação...
Nessa luz que me faz dia, sou carrossel vendo tudo o que se passou em mim.

Nem vergonha, nem surpresa,
Nada que eu já não soubesse,
Nada que eu já não me indignasse,
Eu sei ser ator de mil papéis, pra cada hora, cada local,
Sou atroz, sou normal.

O que será de mim?
O que será de nós?

As bocas que foram beijos são maldição,
As línguas que se encontraram são traição.
Essa luz, essa escuridão,
O que está dentro, o que está fora, enquanto tudo roda, gira, não para...

O que será de mim?
O que será de nós?

Esse deserto, essa vastidão sem caminho, sem paciência, sem estrelas...
Cada vez mais veloz as células nascendo, morrendo, desfazendo o tempo...
Eu pensei que seria capaz, que tudo seria sempre igual,
Enquanto as filas pedem pressa, enquanto a loucura parece normal.

Pensei que eu era, que eu era pra sempre,
Acabei nessa cela, nessa roda,
Nesse palco sozinho, falando sobre o que fui e o que sou,
Minhas tintas tingindo a escuridão, o que não consigo ver...
Até quando luz,
Até quando escuridão?
 
O que será de mim?
O que será de nós?


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